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Plant Based Carne vegetal Proteína Vegetal Hambúrguer Vegetal Flexitarianos Seara

Prepare sua loja para a categoria de proteínas vegetais

POR Reportagem SA+ Conteúdo

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O mercado de plant based – proteínas de origem vegetal – tem avançado a passos largos no mercado brasileiro. O potencial de consumo é grande, e o número de lançamentos cresce, vindos de foodtechs (startups da área de alimentação) e também de grandes fornecedores. Para se ter uma ideia, no País, existem 30 milhões de flexitarianos, veganos e vegetarianos, segundo a Seara , que atua nesse mercado com o Incrível Burger. A empresa promete mais novidades em breve, com o objetivo de oferecer uma solução para o shopper e o consumidor, de acordo com José Cirilo, diretor executivo de marketing da indústria, que participou na segunda-feira (04/11) do HSM Expo 2019 , evento que acontece até 06/11, na capital paulista. 

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Quem também está ampliando sua linha é a Fazenda Futuro , que começou, nesta semana, a venda de sua carne moída vegetal em lojas da rede Pão de Açúcar . A startup já comercializa o Futuro Burger, presente em mais de 4 mil PDVs, e, recentemente, colocou no mercado a versão 2.0 do produto, cuja proposta é um hambúrguer ainda mais parecido com o de carne. Para Marcos Leta, CEO da Fazenda Futuro, que também participou do HSM Expo, a ideia é que o produto tenha um “mindset de software”. Em outras palavras, que seja aprimorado cada vez mais a partir de um maior conhecimento do consumidor – seja pelas redes sociais ou por meio dos supermercados e restaurantes em que o público consome o hambúrguer da marca. 

Preço mais competitivo
Apesar do potencial, a categoria de plant based ainda precisa ser desenvolvida. O preço do hambúrguer, por exemplo, pode variar de cerca de R$ 16 até R$ 25. Reduzir esse patamar contribui para trazer, com maior velocidade, novos consumidores para a categoria. É o caso da classe C1, cuja renda média domiciliar está em torno de R$ 2.966. “Esses consumidores têm curiosidade e querem testar o produto”, afirma Cirilo. 

Tornar os valores mais competitivos está nos planos tanto da Fazenda Futuro quanto da Seara. “Estamos trabalhando para ter, nos próximos 12 meses, um produto mais acessível”, explica Cirilo. Segundo ele, isso depende de um planejamento melhor da compra de proteína vegetal. “Hoje, ela está cara, pois vivemos um boom na procura, o que dificulta a redução do preço rapidamente”, avalia. Mesmo assim, falta de matéria-prima é uma questão que não preocupa, pois o Brasil e o mundo ainda não chegam a utilizar 20% do potencial de proteína vegetal global

O avanço dos produtos plant based – em média de 30% a 40% nos últimos três anos no Brasil – aponta uma boa oportunidade para o varejo alimentar. “As vendas vão explodir e é importante que os supermercados se preparem”, recomenda o diretor executivo de marketing da Seara. A seu ver, o ideal é que o varejista se antecipe e não espere a categoria expandir para começar a planejar sua entrada no segmento.

O que fazer na loja
Para desenvolver a categoria nas lojas, uma das recomendações é expor o hambúrguer vegetal próximo à carne – ou seja, no açougue ou nos congelados, junto da versão regular. Essa organização é importante, pois incentiva a compra pelos consumidores flexitarianos, que buscam um substituto para a proteína animal, com sabor e textura semelhantes. Já deslocar o produto para outras áreas acaba atraindo mais o público exclusivamente vegetariano. 

A fim de dar suporte ao varejo, a Seara conta ainda com uma área de gerenciamento por categorias e um laboratório digital. “Convidamos os varejistas para nos visitar e entender mais sobre esses produtos”, diz Cirilo. Ele acrescenta que a companhia conta com mais de 30 pessoas que estão à disposição dos clientes para essa finalidade. 

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TAGS:Plant Based, Carne vegetal, Proteína Vegetal, Hambúrguer Vegetal, Flexitarianos, Seara, JBS, Fazenda Futuro, Foodtechs
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