02/10/2026
Preparar o sucessor não basta. Quem passa o bastão também precisa estar pronto
POR Reportagem SA+ Conteúdo
Publicado em:

Quando uma empresa familiar começa a planejar a sucessão, é comum que a maior parte da atenção esteja sobre quem vai assumir. O sucessor precisa ser preparado, desenvolver novas competências e ganhar autonomia para liderar o negócio. Mas existe outro lado da transição que nem sempre recebe a mesma atenção: quem está deixando o comando também precisa se preparar para a mudança.
Passar a liderança adiante significa alterar uma rotina construída ao longo de anos, reduzir a participação nas decisões do dia a dia e abrir espaço para que uma nova geração desenvolva sua própria forma de conduzir a empresa. Sem essa preparação, o antigo líder pode continuar interferindo nas decisões, dificultando a autonomia do sucessor ou até criando uma sobreposição de comandos.
Por isso, a sucessão não deveria ser encarada como um momento específico, mas como uma jornada gradual. O sucedido precisa entender qual será seu novo papel, quais decisões deixarão de estar sob sua responsabilidade e de que maneira sua experiência continuará contribuindo para o negócio.
Uma possibilidade é a migração para uma atuação mais estratégica, como em conselhos de administração ou consultivos. Nesse formato, o conhecimento acumulado permanece dentro da empresa, mas sem ocupar o espaço que precisa ser construído pela nova liderança.
Essa preparação também ajuda a preservar o legado sem impedir a transformação. O objetivo não é fazer com que a próxima geração replique exatamente o modelo anterior, mas permitir que ela avance a partir da experiência construída.
É justamente essa visão mais ampla que orienta a Missão Gerações, programa da SA+ em parceria com o Insper e a Nova School of Business & Economics. Voltada exclusivamente ao varejo alimentar, a iniciativa reúne líderes atuais e sucessores para discutir os diferentes aspectos envolvidos na continuidade das empresas, incluindo governança, planejamento sucessório, liderança e gestão.
Preparar o sucessor é preparar quem vai liderar o futuro. Preparar o sucedido é criar espaço para que esse futuro aconteça. E quanto mais cedo os dois lados começam a construir essa transição, maiores são as possibilidades de transformar a troca de comando em continuidade, e não em ruptura.
As inscrições para a Missão Gerações estão abertas. Saiba mais e garanta sua participação.
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