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Meritocracia, transformação e cultura: desafios das empresas familiares

POR Reportagem SA+ Conteúdo

Publicado em:

Familia

 


Foto: Adobe Stock

Adotar a meritocracia e promover uma transformação cultural, com ou sem membros da família, são os fatores mais importantes para a profissionalização de uma empresa familiar. É em que acreditam os empresários que participaram de um debate seguido à palestra “Como tirar a governança do papel para a prática”, ministrada por Rodrigo Pecchiae, especialista em governança corporativa de família, durante o 12º Fórum Nacional de Integração Varejo e Indústria. Confira os principais pontos abordados pelos participantes da discussão: 


José Barral, sócio da Cendon & Barral e conselheiro do Mercadinhos São Luiz e de outras empresas.    Foto: Eduardo Frazão e Willy Teixeira

José Barral, sócio da Cendon & Barral e conselheiro do Mercadinhos São Luiz e de outras empresas: segundo ele, sua experiência como conselheiro independente indica que a principal dificuldade nas empresas familiares é entender as necessidades da empresa durante a formação do conselho. “No caso do Mercadinhos São Luiz, o perfil dos conselheiros é muito diferente, e isso é positivo por complementar as experiências”, afirmou. Barral fez ainda uma provocação. “O processo de escolha de conselheiro é muito importante. Não adianta trazer alguém por trazer só porque tem um nome ou um certificado. É preciso trazer alguém com uma experiência que c omplemente a necessidade da empresa”, finalizou.


Wladir Junior. Foto: Eduardo Frazão e Willy Teixeira

Waldir Beira Junior, presidente executivo da Ypê : o empresário comentou que na companhia o processo de sucessão foi involuntário devido ao falecimento de seu pai. Ele também fez um alerta: “Empresas fundadas por uma pessoa precisam ficar atentas, pois a tendência é seguir o ciclo de vida do fundador”. Beira Junior complementou dizendo que, na Ypê, a terceira geração já chegou e está passando por treinamentos, vivenciando diversas áreas e se preparando para ser acionista. "A pessoa herda o patrimônio, mas não a competência para ser acionista, e a empresa precisa de acionistas capacitados para levar o negócio para a frente”, enfatizou o presidente executivo da Ypê.


Rodrigo Pecchiae. ? Foto: Eduardo Frazão e Willy Teixeira

Rodrigo Pecchiae, especialista em governança corporativa de família: entre os diversos pontos abordados, ele explicou que o planejamento é essencial para garantir a continuidade e a sucessão ao longo das gerações. Segundo ele, é importante começar cedo e envolver toda a família. É necessário ainda manter a comunicação aberta, alinhar expectativas, desenvolver talentos, valorizar a diversidade de perspectivas e buscar orientação profissional. “Sucessão não significa morte, ela é a continuidade de três sistemas: família, empresa e patrimônio. O fundador não pode ter medo de formar os herdeiros, somente assim ele pode se tornar um acionista”, explicou Pecchiae.


Severino Ramalho Neto. Foto: Eduardo Frazão e Willy Teixeira

Severino Ramalho Neto, presidente do Grupo Mercadinhos São Luiz : na empresa, foi estabelecido 65 anos como a idade para a sucessão. Dessa forma, o empresário contou que deixará seu posto neste ano. “Tem que haver desapego. Começamos a pensar em conselho por meio da sucessão. Somos dois sócios, eu e meu irmão. Hoje, minha filha já está presidindo o conselho".


Matéria originalmente publicada na edição de abril da SA+ Ecossistema de Varejo


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TAGS:ABRIL-2024: SA+ Marcas 2024
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