ÚLTIMAS NOTÍCIAS
05/02/2026
Avanço do atacarejo altera ranking das maiores redes de alimentos em dez anos
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 04/02/2026

Foto: Divulgação
O crescimento do atacarejo ao longo da última década alterou a composição das maiores redes de varejo alimentar do país. Entre 2016 e 2025, quatro empresas que estavam entre as dez de maior faturamento deixaram esse grupo, segundo rankings da Abras (Associação Brasileira de Supermercados).
No mesmo período, empresas que passaram a figurar entre as líderes de receita têm em comum a operação de lojas de atacarejo.
Em contraponto, hipermercados perderam espaço, enquanto supermercados mantiveram crescimento em ritmo menor que o atacarejo.
Comparando 2016 e 2025, Walmart, Zaffari, Condor e Sonda deixaram de figurar entre as maiores receitas. Entre elas, Walmart vendeu a operação no país ao fundo Advent e a Condor optou por não participar do levantamento.
Zaffari e Sonda perderam posições: a primeira passou do quinto para o 12º lugar e a segunda do décimo para o 18º.
Na liderança, o Carrefour aparece em primeiro lugar no ranking baseado em 2024. A receita somou R$ 120,59 bilhões, dos quais 71% vieram do Atacadão. Das 718 lojas do grupo, 385 pertencem ao atacarejo.
Dez anos antes, o Carrefour ocupava a segunda posição. A liderança era da Companhia Brasileira de Distribuição (GPA), que reunia Pão de Açúcar, Extra e Assaí. Após a cisão de 2021, o Assaí passou a atuar de forma independente e, em 2024, alcançou a segunda posição, com R$ 80,57 bilhões em vendas. Já o GPA, concentrado em supermercados e minimercados após encerrar a bandeira Extra, caiu para a quinta posição.
O Grupo Mateus alcançou o terceiro lugar, com R$ 36,38 bilhões em receita, sendo 56% provenientes desse formato. Das 272 lojas, 90 são de atacarejo. O Supermercados BH também ultrapassou o GPA. A receita passou de R$ 3,97 bilhões em 2015 para R$ 21,27 bilhões em 2024, o que levou a rede ao quarto lugar.
A rede Irmãos Muffato manteve a sexta posição, mas ampliou vendas de R$ 4,09 bilhões para R$ 17,43 bilhões. O Grupo Pereira passou do oitavo para o sétimo lugar, com receita de R$ 3,88 bilhões para R$ 15,32 bilhões.
Mart Minas e Koch avançaram no ranking. O Mart Minas saiu da 26ª posição em 2015 para a oitava em 2024, com R$ 11,43 bilhões em vendas. A Koch alcançou o décimo lugar com R$ 10,34 bilhões; 75% da receita vieram do atacarejo, que soma 64 das 92 lojas. Já o Cencosud caiu da quarta para a nona posição.
O atacarejo responde por 20% das vendas, enquanto supermercados e hipermercados concentram 74%. Na comparação histórica, observou-se que a maioria das líderes opera em modelo híbrido.
Dados da Scanntech mostram que, em 2024, o atacarejo teve alta de 2,6% na mesma base de lojas, abaixo da inflação de 4,26%.
Já supermercados avançaram 5%. O desempenho do atacarejo foi impactado por queda de 3,4% no volume de unidades vendidas e recuo de 1,3% no fluxo de clientes. Parte desse efeito foi compensada por aumento de 6,2% nos preços por unidade.
Nos supermercados, o fluxo caiu 0,3% e o volume 1,2%, com alta de 6,3% nos preços.
Ao longo dos anos, o formato também mudou. Lojas passaram a operar em áreas urbanas, com maior presença de perecíveis e serviços. N a avaliação de mercado, não há interrupção do formato. A projeção é de consolidação do setor por meio de fusões.
Fonte: Estadão
Nossos e-mails e portal mudaram para samais.com.br. Fique atento ao acesso ao site e ao recebimento da sua newsletter
Notícias relacionadas
ExpansãoCom várias unidades no Brasil, Walmart se torna supermercado mais valioso do mundo
ExpansãoAmma Atacadista investe R$ 25 milhões em primeira unidade fora de SC
ExpansãoVarejista regional chega a 11 unidades após inauguração no Sul de SC
Expansão







