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Cabeça de gigante: conheça o modelo de loja inteligente e protagonista da Rede Sol Antunes

POR Ismael Jales

EM 17/04/2026

Seção de massas da Rede Sol Antunes

Foto: Divulgação


Com uma base de dados que identifica a vasta maioria de seu faturamento e uma política de curadoria rigorosa voltada para os interesses do cliente, a Rede Sol Antunes, com operação em Mirassol no interior de São Paulo, está invertendo a dinâmica tradicional de negociação e de atendimento ao consumidor. Com a iniciativa, a varejista  que conta com 4 unidades  já responde por 1/3 do faturamento da central de negócios da qual faz parte e que reúne 10 empresas do interior paulista. 


De acordo com a estratégia definida, em vez de seguir passivamente o planograma dos fabricantes, a varejista utiliza inteligência de dados para ditar o mix e o fluxo do ponto de venda, sempre compartilhando as informações com os fornecedores. Dessa forma, a rde prioriza parcerias que eliminam atritos na jornada de compra e garantem maior assertividade na exposição dos produtos.


O objetivo central é a eliminação do chamado sacrifício na jornada do cliente, transformando o ato da compra em uma experiência de conveniência fluida e assertiva.


Execução com base em soluções


Essa materialização acontece por meio da adoção massiva do conceito de Store in Store, pela qual a rede cria ambientes especializados que cumprem o papel de destino dentro da loja. De acordo com Rodolfo Antunes, diretor comercial da Rede Sol Antunes e filho do fundador, a empresa tomou para si a responsabilidade de desenhar o fluxo de consumo.

"A gente tem uma preocupação muito grande em definir a nossa estratégia, sem esperar a indústria definir. O cliente, quando vem na loja, tem que ter uma boa experiência de compra e não pode ter sacrifício. Por isso, tentamos ao máximo trabalhar o modelo de Store in Store", explica o empresário.

O maior exemplo dessa iniciativa própria é o "Empório Verde", uma seção desenhada internamente para concentrar e dar destaque aos produtos saudáveis. Esse mesmo formato de arquitetura dedicada é aplicado a parceiros de peso, como Swift e Seara, ambas da JBS, que operam com estruturas exclusivas montadas literalmente como pequenas lojas dentro do supermercado.



A categorização por solução de consumo se estende a outros setores vitais, como o de massas, que conta com uma exposição diferenciada para facilitar a escolha: no corredor de massas prontas, o consumidor encontra as opções resfriadas por meio de uma geladeira montada no mesmo espaço. 


Para que cada seção funcione como uma unidade autônoma de experiência, a rede aposta na centralização de 100% da produção de padaria, confeitaria, rotisseria e frios fatiados, garantindo padrão e frescor em todas as unidades.

Toda essa autonomia é sustentada por uma nova postura diante dos fabricantes. Rodolfo Antunes ressalta que a rede não depende mais da visão de mercado trazida de fora para tomar decisões internas.

"Antigamente, dependíamos da indústria para dar essa visão. Hoje, não. Quando uma indústria vem falar comigo, consigo a informação tão rápido quanto ela. Definimos a nossa estratégia e levamos para o fornecedor", afirma.

Na prática, a mudança de layout resulta em uma operação muito mais rentável. Ao entregar a categoria inteira resolvida em um único espaço, o supermercado estimula o giro natural das mercadorias. A exposição deixa de ser estática e se torna uma ferramenta comercial agressiva, desenhada para otimizar a área de vendas e abrir caminho para o aumento do tíquete médio.



Inteligência de dados e relação com a indústria


Para sustentar esse ecossistema, a Rede Sol Antunes trata o ponto de venda como um veículo de comunicação. Nas quatro lojas da rede, estão instaladas 71 telas que veiculam mídia dos pareiros, garantindo que a estratégia de trade marketing negociada na sala de reunião ganhe visibilidade imediata no momento da decisão de compra.


O suporte dessa operação proativa é um "CRM robusto", responsável por identificar 96% do faturamento da rede e que gera informações ricas sobre o comportamento de compras dos clientes. O motor é o "Cliente A", aplicativo que une fidelidade, ofertas personalizadas e e-commerce. Para Rodolfo Antunes, o segredo não é o software, mas a cultura de tratar essa base como um canal de mídia. Em vez de descontos genéricos, o foco é nas ações assertivas baseadas no hábito do consumidor.


A integração chega aos fornecedores, que recebem atualizações de performance da categoria a cada quatro horas via mobile, um fluxo que permite monitorar rupturas e estoques em tempo real, garantindo agilidade na reposição e eficiência operacional.

Outro ponto é o uso da plataforma Scanntech que conferiu à rede independência em relação aos dados da indústria, alterando a métrica de sucesso das vendas. O foco deixou de ser apenas o fechamento interno: se uma categoria cresce 10% na loja, mas o mercado regional avança 20%, o desempenho é lido como negativo.

Para Antunes, o crescimento real só ocorre quando o índice supera a média da região. Ao cruzar esses dados de mercado com seu próprio painel de Business Intelligence (BI), a rede ganha precisão para definir exatamente quais marcas devem ter prioridade e destaque nas gôndolas.


Segundo ele, a Scanntech foi fundamental porque "democratizou o varejo do pequeno e médio", ajudando a rede a entender como o mercado da região está reagindo para não depender apenas das informações da indústria.


Menos fornecedores, mais estratégia


Em vez de abrir o sortimento para múltiplos players de forma desordenada, a empresa utiliza dados para definir quem ocupará o papel de líder e quem atuará como opção de preço baixo.



Segundo Antunes, a priorização é vista como uma ferramenta essencial de eficiência, pois ao concentrar esforços em menos fornecedores, a rede ganha relevância e viabiliza execuções mais agressivas no PDV. O diretor é enfático sobre a necessidade de escolher os parceiros certos para cada categoria.


"Na medida em que concentro força em um fornecedor, ganho relevância e poder de barganha junto a ele. Por isso, defino estrategicamente quem será o meu líder de categoria e quem ocupará o papel de low price. Cada um tem sua função. Se há quatro marcas disponíveis no mercado, não vou trabalhar com todas; escolho apenas duas", explicou Rodolfo Antunes.


Do empório ao legado no esporte


A robustez da operação atual é fruto de uma evolução iniciada em 1946, quando o negócio nasceu como um pequeno empório.


A transição para o varejo moderno ganhou tração a partir de 1986, sob a gestão da segunda e terceira gerações, transformando a mercearia familiar em uma potência que hoje responde por 33% do faturamento da associação Rede Sol, associação que reúne 10 associados e 17 unidades espalhadas pelo interior de São Paulo. A empresa mantém um modelo de gestão que equilibra tradição e alta performance, utilizando o centro de distribuição da associação como braço estratégico para manter a competitividade logística.


Essa cultura de gestão profissional e foco em resultados transborda para o futebol, em uma relação histórica com o Mirassol Futebol Clube. O vínculo remonta à trajetória do patriarca da rede como ex-atleta, consolidando uma gestão esportiva que hoje é referência nacional por sua infraestrutura.

Apesar da ligação familiar, Rodolfo Antunes destaca que as operações são tratadas de forma independente, sem trocas de favores comerciais entre os supermercados e o clube.

"Não existe a obrigatoriedade de comprar um volume X porque a marca patrocina o time. Tratamos o Mirassol como uma empresa", pontua.

A separação rígida garante a transparência e a saúde financeira de ambos os negócios, mantendo o foco na valorização de parcerias de longo prazo, independentemente do campo de atuação.


O que esperar


Para 2026, a meta da gestão é o aprimoramento da infraestrutura interna e a manutenção da eficiência logística.


O foco está em organizar os pontos de estrutura das unidades já estabilizadas, realizando investimentos em reformas e renovação de frota própria, garantindo que o crescimento ocorra com sustentabilidade.


No futebol, o objetivo segue a mesma linha de profissionalismo, com a entrega de um novo centro de treinamento tecnológico voltado para as categorias de base e o futebol feminino, reforçando o compromisso com o desenvolvimento regional e a formação de talentos.


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TAGS:Varejo,sol antunes
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