07/10/2026
Faturamento do varejo alimentar sobe 3,3% em setembro, mas unidades vendidas permanecem em queda
POR João Fernandes
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O varejo alimentar brasileiro fechou setembro com aumento nas vendas em valor, mas as unidades seguiram em queda, a exemplo do que vem acontecendo ao longo do ano:
- O faturamento avançou 3,3%
- O valor por unidade subiu 5,7%, resultado de uma alta de 4,2% na inflação
- As vendas em unidades caíram 2,2%
- O fluxo em loja caiu 3%
Os números fazem parte do Radar Scanntech, relatório mensal da Scanntech, divulgado em 6 de outubro. A edição de setembro mostra que a perda de consumo tem origem principalmente no menor movimento nas lojas.
Todos os formatos de loja cresceram em valor e todos venderam menos unidades, mas a intensidade variou bastante:
- Lojas com 1 a 4 checkouts foram as mais afetadas, com queda de 6% nas unidades, preço médio 8,4% maior e alta de apenas 1,9% no faturamento.
- Lojas 5 a 9 checkouts tiveram queda de 3% na vendas em unidades, e aumenro de 7,6% no preço que elevou as vendas em valor em 4,4%
- Lojas com mais de 10 checkouts lideraram o avanço nas vendas em valor com 4,6%. O preço médiu subiu 6,3%
- Atacarejo avançou 1,6%, com recuo de 1,7% em unidades e preço 3,3% mais alto
O recorte regional confirma a leitura. Todas as regiões cresceram em faturamento, mas só Norte e Nordeste conseguiram vender mais unidades, com altas de 0,5% e 0,4%. O Norte teve o melhor resultado do país, com avanço de 6,7% e preço 6,2% maior. Em seguida vem o Centro-Oeste, com 6,1%, região que registrou o maior reajuste de preços (7,3%) e perda de apenas 1,1% em unidades.
São Paulo teve o pior desempenho, com alta de 1,3% em valor, penalizado pela maior retração de unidades do país, de 4,3%, mesmo com preço médio 5,9% superior.
No acumulado do ano, o preço também segura o resultado
De janeiro a setembro, o faturamento em mesmas lojas cresceu 2,7%, ritmo mais lento que o do mês e bem abaixo da inflação acumulada no ano, de 4,79%. A sustentação veio apenas do preço por unidade, que subiu 3,9%, já que as unidades vendidas diminuíram 1,1%.
Entre os formatos, lojas de 5 a 9 checkouts foram o que mais cresceram no período, com 4,2% em valor, queda de 0,9% nas unidades e preço 5,2% maior. O Atacarejo teve o desempenho mais modesto, com 0,8% de crescimento, queda de 1,5% em unidades e alta de 2,3% nos preços.
A diferença de setembro está, portanto, na velocidade. Os preços aceleraram em todos os formatos em relação à média do ano, e as unidades responderam com perdas mais profundas, especialmente nas lojas menores, onde o recuo saiu de 2% no acumulado para 6% no mês.
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