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21/07/2026
JP Morgan mantém cautela com atacarejo e prevê desempenho abaixo da média no Brasil
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 20/07/2026

Foto: Adobe Stock
O JP Morgan reforçou uma visão cautelosa para o setor de atacarejo no Brasil. Em relatório divulgado na última sexta-feira (17), o banco afirmou que o segmento deve continuar apresentando desempenho abaixo da média nos próximos trimestres, pressionado pelo cenário macroeconômico e por mudanças no comportamento de consumo das famílias.
Um dos destaques do relatório é que parte do orçamento das famílias está sendo direcionada para apostas online e medicamentos para perda de peso da classe GLP-1. Algo que a ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores) reforça.
Outro ponto levantado pelo JP Morgan é que a inflação, diferentemente do que ocorreu em outros momentos, não deve beneficiar o setor nos próximos meses. Isso porque o elevado nível de endividamento das famílias e a migração para produtos de menor valor tendem a limitar o avanço das vendas.
O banco analisou o desempenho dos principais operadores entre 2019 e 2025, período que inclui os picos inflacionários registrados durante a pandemia de Covid-19, e concluiu que nenhuma das empresas conseguiu expandir a produtividade da área de vendas acima da inflação de alimentos.
Grandes redes também sofrem o impacto
Mesmo as maiores empresas do segmento, como o Assaí e o Atacadão, do Carrefour Brasil, que apresentam faturamento por metro quadrado superior à média do mercado, registraram crescimento de produtividade inferior ao avanço da inflação.
A análise trimestral, que abrange o período de 2017 até o primeiro trimestre de 2025, mostra que Assaí e Atacadão conseguiram superar a inflação de alimentos na produtividade de suas lojas maduras em apenas 30% dos trimestres avaliados.
Para o Assaí, os analistas projetam um segundo trimestre desafiador, com SSS (vendas mesmas lojas) negativas em 0,4%. Para o fechamento de 2026, a expectativa é de um crescimento modesto de 3% na receita bruta, enquanto a margem Ebitda ajustada deve permanecer estável em 5,8%. Segundo o banco, o principal desafio para a rentabilidade continua sendo o ambiente de juros elevados.
No caso do Atacadão, a instituição também prevê um trimestre difícil, estimando uma queda de um dígito médio nas SSS no segundo trimestre. Apesar disso, a projeção para 2026 é de crescimento de 8% no faturamento. Em contrapartida, a margem Ebitda ajustada deve recuar 80 pontos-base, encerrando o ano em 6,5%, refletindo a pressão sobre a rentabilidade do negócio.
Fonte: InfoMoney
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