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22/10/2026
Liderança no século XXI pede aprendizado contínuo e formação de novos gestores
POR Reportagem SA+ Conteúdo
Publicado em:

A aceleração tecnológica, as tensões geopolíticas e as mudanças nas expectativas dos profissionais trouxeram novos desafios à liderança nas empresas. Dessa forma, desenvolver gestores preparados para lidar com cenários complexos tornou-se uma prioridade para organizações que buscam manter a competitividade e responder às mudanças do mercado.
Além do conhecimento técnico, o perfil do líder contemporâneo exige equilíbrio emocional, capacidade de adaptação, humildade para aprender e disposição para colocar o desenvolvimento da equipe em primeiro plano. A construção dessas competências depende tanto das características individuais quanto das práticas adotadas pelas organizações.
As características de um líder preparado para os novos desafios
Líderes de alto desempenho também precisam tomar decisões difíceis, reconhecer os próprios limites e manter o foco nos objetivos coletivos.
Os gestores devem agir com transparência, cumprir compromissos e criar um ambiente em que os profissionais se sintam seguros para compartilhar ideias e dificuldades. O uso do humor, quando adequado, também pode contribuir para a integração das equipes e estimular a criatividade.
Na prática, essas características precisam ser acompanhadas de mudanças na gestão. O modelo tradicional, baseado no comando e controle, dá espaço a abordagens mais colaborativas, com comunicação clara, autonomia e agilidade na tomada de decisões. Manter os funcionários engajados também exige revisitar estratégias e compreender quais condições favorecem a participação e o comprometimento.
Formação de líderes começa no ambiente de trabalho
O desenvolvimento de gestores não deve ficar restrito a treinamentos formais, já que a experiência prática, a mentoria, o acompanhamento de profissionais experientes e o feedback frequente são instrumentos importantes para preparar pessoas para assumir novas responsabilidades.
Essa abordagem é conhecida como fábrica de líderes: um modelo em que os próprios profissionais da organização participam ativamente da formação de futuros gestores, compartilhando conhecimentos, experiências e orientações. A proposta é identificar talentos, oferecer desafios compatíveis com seu potencial e criar oportunidades para que desenvolvam competências em situações reais.
Para colocar essa estratégia em prática, as empresas precisam definir quais atributos esperam de seus líderes e estruturar jornadas de aprendizagem alinhadas às necessidades individuais. Também é importante estimular a autoconsciência, incentivar a troca de experiências e permitir que os profissionais assumam responsabilidades progressivamente maiores, com o suporte necessário.
O papel da alta liderança
A formação de novos gestores também depende do envolvimento dos executivos. CEOs e demais líderes seniores precisam acompanhar profissionais de alto potencial, compartilhar experiências e criar condições para que novas ideias sejam testadas.
Além disso, sistemas de avaliação de desempenho, incentivos e mecanismos de feedback devem estar alinhados às competências que a organização deseja desenvolver. Sem esse suporte, iniciativas de formação podem perder força e deixar de produzir mudanças consistentes na cultura corporativa.
Em um ambiente empresarial marcado pela incerteza, preparar a próxima geração de gestores é uma forma de fortalecer a capacidade de adaptação das empresas. Mais do que preencher posições estratégicas, o desafio é construir uma cultura em que a liderança seja desenvolvida continuamente e esteja preparada para responder às transformações futuras.
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