02/09/2026
Missão Lisboa aprofunda discussões sobre tecnologia e inovação no varejo
POR Reportagem SA+ Conteúdo
Publicado em:

A Missão Lisboa, iniciativa da SA+ Internacional, segue conectando conhecimento e prática em uma imersão pelo varejo alimentar português. Na última terça-feira, a programação avançou para dois temas cada vez mais estratégicos para o setor: transformação digital e inovação. As discussões complementaram as reflexões do primeiro dia sobre estratégia e liderança e ajudaram os executivos a olhar para a tecnologia a partir de seus impactos concretos nos negócios.
A mensagem que norteou o dia foi direta: tecnologia só se torna transformação quando muda decisões, processos ou experiências. Da mesma forma, inovação só cria vantagem quando consegue sair do experimento e ganhar escala.
IA como ferramenta de negócio
A programação começou com o professor Rui Coutinho, na aula “Transformação Digital para o Varejo (AI para Varejo)”. O conteúdo trouxe a inteligência artificial e a transformação digital para o centro da discussão, mas com um olhar voltado aos desafios reais das empresas.

Mais do que acompanhar ferramentas e novidades tecnológicas, a proposta foi entender onde dados, automação e inteligência artificial podem gerar impacto, seja no aumento da precisão, na redução de fricções, na produtividade, na disponibilidade de produtos ou na experiência do consumidor.
A discussão também reforçou que a adoção de IA depende de uma base que muitas vezes fica longe dos holofotes, formada por dados, integração e competências capazes de sustentar a tecnologia.
Da inovação ao que pode ganhar escala
Na sequência, a professora Paula Marques conduziu a aula “Inovação e Futuro do Varejo + Estudo de Caso”, encerrando o bloco acadêmico da missão dedicado a estratégia, liderança, tecnologia e inovação.

O estudo de caso teve papel importante nesse momento, ao estimular os participantes a ir além da observação superficial das empresas e buscar entender o mecanismo por trás de uma solução. Isso significa identificar a hipótese, testar, medir os resultados, aprender com o processo e, quando houver evidências, decidir pela escala.
A discussão mostrou ainda que inovação não está restrita a novos produtos. Ela pode acontecer em processos, experiências, canais e modelos de negócio, sempre considerando as mudanças no comportamento do consumidor, os aspectos econômicos e as novas capacidades necessárias para o varejo.
Outro ponto destacado foi a diferença entre um piloto e uma transformação efetiva. Uma iniciativa experimental que não consegue ser incorporada à operação não gera, por si só, uma mudança estrutural no negócio.
Quatro lentes para olhar o varejo
Com o encerramento do segundo dia de conteúdos, os participantes passam a ter quatro lentes para analisar as empresas que serão visitadas ao longo da missão.
Estratégia ajuda a entender onde e como uma empresa pretende vencer. Liderança mostra como criar as capacidades necessárias para promover mudanças. Tecnologia amplia possibilidades e produtividade. E inovação transforma essas possibilidades em soluções que podem ser testadas, incorporadas e escaladas.
A partir daqui a missão entra cada vez mais no campo,
conectando os conceitos discutidos em sala às práticas de algumas das
principais empresas do varejo alimentar português.
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