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25/05/2026
O bom, velho e resiliente formato de supermercados
POR Alessandra Morita
EM 11/07/2025

Loja da rede Confiança, do interior de São Paulo - Divulgação
Ainda que o atacarejo tenha crescido em importância e que o bolso do consumidor oscile, o formato de supermercados – com seus mais variados modelos – segue ao longo dos anos com grande relevância para o varejo alimentar e permanece sendo o que oferece maiores possibilidades de diferenciação competitiva.
Pesquisa da Scanntech referente a junho/2025 aponta que as lojas com mais de 10 checkouts foram as que mais avançaram em faturamento, com alta de 4,1% no mês em comparação a igual período de 2024. Os supermercados que têm de 5 a 10 caixas cresceram 2,8% e os menores – de 1 a 4 checkouts –, 2,7%. Já os atacarejos regionais praticamente andaram de lado, com ligeiro aumento de 0,8% em valor.
Na análise de unidades vendidas, apesar da retração em todos os canais, os supermercados sofreram menos do que o cash & carry regional. Considerando apenas as lojas acima de 10 caixas, a queda foi de 3,5% em quantidade de mercadorias comercializadas, contra recuo de 5,6% dos atacarejos.
As possibilidades de recomposição também são maiores no formato quando comparado (novamente) ao cash & carry. Enquanto o último registrou alta de 6,8% no preço por unidade, os supermercados tiveram uma média de 7,6%.
Essa característica se explica principalmente por esses fatores:
- Posicionamento de valor: a proposta nos supermercados é de uma melhor experiência, o que está ligado a aspectos como ambientação, possiblidade de trabalhar com um sortimento de maior valor agregado, etc.
- Foco em perecíveis: os produtos da seção de hortifrútis, queijos, frios e outros itens de compra recorrente impulsionam mais visitas ao formato
- Amplitude e diferenciação de serviços: por mais que os atacarejos incluam essas áreas em suas lojas, esse é um know how que os supermercados contam de longa data. O formato tem a possibilidade de trabalhar com maior profundidade de produtos e de criar diferenciais relacionados à qualidade. Por exemplo: aquela especialidade da padaria que o cliente só encontra na sua loja ou aquele item de marca própria que ninguém nas redondezas tem igual
Sobre a competitividade do formato, o relatório Varejo Alimentar em Contexto, produzido pela SA+ Conteúdo, braço da SA+ Ecossistema de Varejo, identificou que na média os supermercados operados por redes regionais tiveram um aumento de 7% em mesmas lojas durante o 1º trimestre deste ano.
Esse percentual está acima da média geral de 3,3%, que inclui as empresas de capital aberto do varejo alimentar (Carrefour, GPA, Grupo Mateus e Assaí). No relatório Varejo Alimentar em Contexto, você encontra outros indicadores das varejistas regionais, como margem bruta e Ebitda, lucro líquido e média de despesas operacionais (SG&A). Clique e baixe gratuitamente o relatório.
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Alessandra Morita
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