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O modelo de vender lojas e alugá-las na sequência usado pelo Carrefour serve para qualquer varejista?

POR Alessandra Morita

Publicado em:

Fachada de loja do Atacadão
Atacadão: bandeira de atacarejo do Grupo CarrefourFoto: Divulgação

O Carrefour lançou mão de um modelo de venda e aluguel de lojas chamado sale leaseback envolvendo 22 filiais, divulgado nesta semana. Pela transação, o Pátria Investimentos comprará as unidades, que serão realugadas pela varejista. Dessa forma, a gigante se mantém à frente da operação das unidades. Em nenhum momento, as filiais serão fechadas.

O principal benefício para quem vende [na operação acima, o Carrefour] é a geração de caixa, enquanto o comprador e futuro locatário [o Pátria] passa a contar com uma receita fixa e constante.

Mas existem outros benefícios para os dois lados.


Empresa vendedora


  • Liquidez imediata
  • Desalavancagem
  • Remoção do bem do imobilizado no balanço
  • Benefícios fiscais
  • Permanência no local

    Empresa compradora


  • Rendimento previsível
  • Contratos com maior segurança jurídica
  • Ocupação do imóvel (não há ociosidade)
  • Valorização do ponto
  • Diversificação de investimentos

 

A principal pergunta é: o modelo de sale leaseback serve para qualquer tamanho de empresa ou apenas para gigantes?


Empresas médias e de menor porte podem utilizar esse formato, mas não em todos os casos. Segundo especialistas, a operação é inviável, por exemplo, para quem opera com margens pequenas e/ou têm imóveis com baixo valor de mercado.


É importante lembrar que o principal motivador para o investidor nessa transação é buscar uma receita constante proveniente do aluguel, que se estenderá por muitos anos, e não a compra do imóvel em si. É por essa razão que o comprador irá sempre avaliar o risco de inadimplência para fechar o negócio.

O sale leaseback, contudo, pode ser uma alternativa para empresas regionais que tenham lojas com bom desempenho e boa localização. Evidentemente, soma-se a isso um bom fluxo de caixa, capital de giro e capacidade de pagamento.

Em resumo, os consultores dizem que o entrave maior não reside no tamanho da empresa, mas numa conjugação entre imóvel, localização, solidez financeira e segurança de contrato na locação.


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TAGS:Finanças,Carrefour, Aquisição
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