16/10/2026
Sucessão familiar exige que fundador abra espaço para novas lideranças
POR Reportagem SA+ Conteúdo
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A continuidade de uma empresa familiar depende mais do que escolher quem assumirá o comando no futuro. Esse desafio esteve no centro das discussões do Summit Américas, realizado na Cidade do Panamá, que reuniu empresários e especialistas para debater os caminhos da sucessão familiar e foi divulgado pelo Valor Econômico.
Grupo Verdão aposta na autonomia dos sucessores
O processo de sucessão do Grupo Verdão, rede varejista de materiais de construção de Cuiabá (MT), ilustra essa mudança de postura. Fundador da companhia, Wenceslau Júnior, levou os filhos para dentro da empresa ainda jovens. Atualmente, eles estão à frente da administração, enquanto o empresário atua como uma espécie de referência e apoio para a família.
A transição, porém, exigiu que o fundador reconhecesse o peso de sua própria influência sobre os sucessores. Em determinado momento, ele percebeu que sua presença próxima estava dificultando o desenvolvimento da autonomia dos filhos e decidiu dar mais espaço para que eles assumissem responsabilidades. Também é necessário permitir que a nova geração desenvolva sua própria maneira de conduzir o negócio, inclusive aprendendo com os erros.
Formação de lideranças acompanha a expansão
A descentralização também é um desafio para empresas que crescem sua presença no mercado. Na Village, rede varejista de materiais de acabamento com 18 lojas, o avanço da operação tornou inviável que o proprietário acompanhasse pessoalmente todas as unidades.
Nesse processo, a empresa notou a importância de identificar funcionários com potencial e investir na formação desses profissionais. A proposta é desenvolver lideranças capazes de representar a cultura, a mentalidade e os objetivos da companhia em cada loja.
Além da capacitação, a autonomia para tomar decisões é parte fundamental desse processo. Quando os funcionários têm receio de agir sem a aprovação do proprietário, a centralização continua presente mesmo em uma estrutura que já exige a distribuição de responsabilidades.
Jurunense separa responsabilidades entre familiares
A trajetória da Jurunense, empresa de home center do Pará, mostra como a divisão de funções pode acompanhar a expansão de um negócio familiar. Com a expansão da companhia, a família precisou estabelecer uma divisão mais clara das responsabilidades e iniciou um processo de reorganização societária para definir atribuições e estabelecer como a empresa deverá agir diante de diferentes cenários, incluindo a ausência de um dos sócios.
A preparação da próxima geração já começou. O filho mais velho do CEO, atualmente com 16 anos, passou a frequentar a empresa ainda adolescente, para conhecer a operação e avaliar seu interesse pelo negócio. A intenção era aproximá-lo da companhia sem impor que ele siga uma trajetória profissional dentro dela.
Planejamento prepara a transição entre gerações
Os exemplos apresentados no encontro mostram que a sucessão precisa ser tratada como um processo contínuo, e não como uma decisão tomada apenas quando o fundador deseja se afastar.
E esse é um dos pontos destacados pela Missão Gerações, uma inciativa da SA+ em parceria com o Insper e a Nova School of Business & Economics. Exclusiva para o varejo alimentar, a iniciativa combina formação, experiências práticas e networking para apoiar profissionais na preparação para os desafios da sucessão e da gestão empresarial.
A Missão Gerações é a oportunidade de passar o bastão para o sucessor com a tranquilidade de que todas as etapas foram compreendidas e de que os novos desafios serão enfrentados com a dedicação que merecem.
As inscrições estão abertas. Para conhecer a Missão Gerações, receber mais informações e saber como participar, entre em contato com a equipe da SA+, clicando aqui.
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