09/07/2026
Finalização de compra de lojas Makro pelo Muffato esbarra em valor
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 29/08/2022
Foto: Divulgação
O Grupo Muffato estaria negociando a compra de 24 unidades do Makro para ampliar sua presença em São Paulo. Atualmente, a rede está presente em 31 cidades do Paraná e no interior de São Paulo. De acordo com fontes, as negociações estão acontecendo há dois meses, mas o preço tem sido um impecilho. O Makro está pedindo cerca de R$ 2 bilhões pelos ativos e o Muffato estaria tentando reduzir o preço.
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Com a negociação de aquisição das unidades do Makro em São Paulo, a Muffato pode inaugurar um nova fase da sua história e ampliar em quase 30% o número de lojas no País. Mas a missão de conquistar a capital paulista não será fácil.
Para Jean Paul Rebetez, especialista em varejo e sócio da GS&Consulting, a empreitada da Muffato em São Paulo terá desafios que vão além de tornar a marca conhecida entre os paulistanos. De acordo com o profissional, a Muffato vai entrar em uma briga com gente muito competente e que trabalha não só no atacarejo e no varejo alimentar, mas também funciona como ecossistemas de negócios, com crédito, CRM e entregas de última milha. O Carrefour é um exemplo disso, assim como o Pão de Açúcar. “É uma área desafiadora”, afirma.
A Muffato enfrentará, portanto, o Carrefour que teve faturamento de R$ 81 bilhões em 2021, enquanto o Assaí faturou R$ 45 bilhões, e o GPA, R$ 29 bilhões.
Para Rebetez, o segmento de varejo alimentar resistiu ao baque econômico causado pela pandemia de Covid-19 por oferecer itens essenciais para o consumidor, como os alimentos e bebidas. Com isso, a empresa busca se posicionar na capital paulista com pontos estratégicos. Na efetivação da compra da Makro, a Muffato teria unidades nos bairros do Butantã, Interlagos, Lapa e Vila Maria.
Para Matheus Campos, sócio do escritório Stocche Forbes Advogados, o movimento está alinhado com o crescimento do segmento de varejo alimentar durante a pandemia de Covid-19, que deixou as grandes competidoras do setor mais capitalizadas.
“Neste momento, o que movimenta mais as aquisições é que o gasto do caixa para expansão dá um retorno de investimento mais rápido do que fazer investimentos para a abertura de novas unidades. É uma oportunidade para quem só abria novas lojas poder fazer aquisições de pontos que já estão em operação. Nessa consolidação, as empresas menores podem concluir que é uma boa ideia vender seu negócio para concorrentes maiores”, afirma.
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