23/02/2026
Qualidade da matéria-prima de vinhos e destilados alcança níveis históricos
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 04/04/2023
A proximidade geográfica para agilidade na entrega das uvas tem relação direta com a preocupação em manter a qualidade da fruta - Crédito: Zéto Telöken/Vinícola Aurora, divulgação
Ampliar o consumo de vinhos para além das bebidas de entrada, agregando valor à categoria, é o desejo de muitos varejistas, o que ficou mais propício com a explosão das vendas em 2020 e 2021, período pós-pandemia.
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Apesar de muito positiva a participação de uma parcela de consumidores que até então não eram frequentes, o aumento do consumo trouxe desafios, tanto para o varejo quanto para os produtores de vinho.
Um deles foi o continuar o trabalho de oferta de produtos para estes entrantes, com opções variadas de rótulos, tipos de uva e adequados à realidade econômica. Neste caso, é importante ter parceria com fornecedores que tenham consistência na entrega, que não dependam de lampejos e oscilações de mercado para bem atender esse novo consumidor.
A Vinícola Aurora , mesmo com condições climáticas que desfavoreceram a produtividade, conseguiu finalizar a safra 2023 com um volume 6,5% maior em relação à última colheita, quando foram registrados 66 milhões de quilos. Historicamente, a vindima na cooperativa representa cerca de 10% do total de uvas para processamento colhidas em todo o estado do Rio Grande do Sul.
Variedades como Chardonnay (foto), Pinot Noir, Tannat e Merlot ultrapassam excelente teor de grau Brix, atingindo mais de 20
Créditos: Dandy Marchetti
Neste ano, a qualidade da matéria-prima superou as projeções mais otimistas, com excelente sanidade, maturação e com grau Brix acima de 20 nas variedades como Chardonnay, Pinot Noir, Tannat e Merlot. O índice registrado é o mesmo da vindima de 2020, considerada uma das melhores safras da história da vitivinicultura brasileira. Grau Brix é como se classifica a doçura da fruta. Ou seja, quanto mais elevada esta referência, maior será a qualidade dos produtos elaborados.
As uvas viníferas, destinadas para vinhos finos tranquilos e espumantes, se destacaram na colheita deste ano, representando 31,5% do volume total, com 22,2 milhões de quilos. Já as uvas utilizadas para elaboração de vinho de mesa e suco de uva, as chamadas americanas e híbridas, também tiveram parâmetros de sanidade e qualidade acima da média histórica, somando 68,5%, com 48,3 milhões de quilos.
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