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30/01/2026
3 exemplos de varejistas que fazem o básico bem-feito
POR Alessandra Morita
EM 30/01/2026
Arquivo SA+
Comprar o que precisa a um preço considerado justo e adequado, ser atendido bem e suprir pequenos desejos. De forma bem resumida, é o que a maioria dos consumidores procura e, intrinsicamente, valoriza na escolha do seu supermercado.
Até aí não haveria nada de tão novo a não ser o fato de que isso conduz à eterna discussão sobre a importância do básico bem-feito e o paradoxo entre simplicidade e dificuldade de implementação.
Sofisticar estratégias pode – e deve – ser um passo além, desde que as diretrizes básicas estejam claras, fortes e sedimentadas. Quando isso acontece, o negócio responde favoravelmente. É isso o que mostram os exemplos a seguir.
Posicionamento
Tudo começa evidentemente com uma proposta de valor que seja facilmente reconhecida pelo consumidor. A partir dela, constroem-se a estratégia, a operação, os formatos complementares, o sortimento e, principalmente, calibra-se as expectativas dos clientes.
Um exemplo de posicionamento claro é a rede Festval, 39 lojas no Paraná. Com foco no consumidor de maior poder aquisitivo, as lojas refletem a proposta de atendimento desde a ambientação até os produtos importados e exclusivos presentes no sortimento. Os alimentos frescos e as diversas opções de refeições prontas disponíveis têm alicerce na qualidade e completam a proposta de atendimento.
Bem-sucedido, o modelo tem ajudado o Festval a crescer. Em 2025, foram inauguradas 6 lojas. Para este ano, mais duas unidades foram inicialmente anunciadas.
Segmentação
Para redes maiores e com perfil multicanal, segmentar é uma necessidade. O dilema é a profundidade dessa segmentação. Infelizmente (ou felizmente), não há uma receita única. A resposta depende das características de cada negócio.
O Grupo Mateus, por exemplo, tem ido na direção de ultrassegmentação, com lojas focadas, por exemplo, na venda de fraldas e itens para crianças, em produtos para Pets, foodservice, entre outros.
Já o Grupo Muffato trabalha com um modelo mais enxuto em comparação à varejista nordestina. Em entrevista à SA+, em setembro do ano passado, o diretor Ederson Muffato explicou que a varejista conta com três clusters do Max Atacadista e três de supermercados: pequeno, médio e grande, além do gourmet. A empresa também tem um modelo autônomo de loja, o Muffato Go.
Expansão
Inaugurar ainda é a principal estratégia de crescimento para os varejistas. O cuidado maior consiste em escolher os pontos com base em dados, buscar modalidades mais interessantes de recursos e evitar o endividamento extremo.
Entretanto, no mercado há exemplos de empresas que optaram por manter uma única loja e estão indo muito bem. Entre eles, está a Casa Santa Luzia na capital paulista. Exclusividade é o que define a proposta de valor da empresa, referência em varejo premium.
Só os itens de produção própria alcançam cerca de 3.000 itens fabricados diariamente. Na loja, o consumidor encontra um sortimento de produtos importados e nacionais de altíssima qualidade, assistência na compra e atendimento personalizado.
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Alessandra Morita
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