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03/11/2026
Cesta básica sobe em 7 capitais em setembro, aponta pesquisa
POR Reportagem SA+ Conteúdo
Publicado em:

A cesta básica ficou mais cara em 7 das 8 capitais brasileiras monitoradas pela pesquisa Cesta de Consumo Neogrid & FGV IBRE em setembro de 2026. O principal destaque do mês foi a reversão no comportamento dos legumes, que, após registrarem queda em todas as capitais em agosto, voltaram a subir em 7 delas. O arroz também pressionou os preços, com aumentos generalizados. Na contramão, o café ficou mais barato em todas as cidades analisadas.
Entre as proteínas, o frango apresentou variações relativamente moderadas, com redução de preços em cinco capitais. Salvador registrou queda de 1,28%, seguida por Belo Horizonte (-1,22%), Rio de Janeiro (-1,07%), Manaus (-1,01%) e Brasília (-0,47%). Por outro lado, São Paulo apresentou a maior alta, de 1,36%, seguida por Fortaleza (+0,30%) e Curitiba (+0,13%).
A margarina também teve oscilações discretas, com recuo em cinco capitais e a carne suína apresentou o comportamento mais heterogêneo entre os produtos analisados.
Curitiba tem a maior alta nos preços, mas São Paulo permanece com a cesta mais cara
Curitiba apresentou a maior alta mensal, de 3,37%, seguida por Salvador, com 2,70%; Fortaleza, com 2,50%; Belo Horizonte, com 2,28%; São Paulo, com 2,23%; Rio de Janeiro, com 1,35%; e Brasília, com 1,04%. Manaus foi a única capital a registrar recuo no preço da cesta, de 0,29%.
Em valores absolutos, São Paulo continuou liderando o ranking das cestas mais caras, com preço médio de R$ 995,65. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com R$ 972,19, e Fortaleza, com R$ 930,34. Já Belo Horizonte registrou o menor valor entre as 8 capitais, de R$ 770,46, uma diferença de R$ 225,19 em relação à cesta paulistana.
Chocolate e queijos pressionam a cesta ampliada
Na cesta de consumo ampliada de setembro de 2026, chocolate e queijos se destacaram entre os itens com maiores variações positivas. O chocolate apresentou aumento em todas as capitais, com altas mais expressivas em São Paulo (+3,73%), Curitiba (+3,04%) e Belo Horizonte (+2,86%). Os queijos, por sua vez, avançaram 4,89% em Fortaleza e 4,36% em Brasília.
Outros produtos também registraram movimentos relevantes. Em Manaus, o vinho teve a maior alta individual do levantamento, de 6,31%. Em Curitiba, snacks e salgadinhos subiram 5,06%. No Rio de Janeiro, o cenário foi mais contido, com reduções nos preços de creme dental (-1,96%), snacks e salgadinhos (-1,86%), queijos (-1,24%) e vinho (-0,09%).
No resultado geral, a cesta ampliada também ficou mais cara em 7 das 8 capitais. Curitiba novamente liderou as altas, com avanço de 2,12%. O preço passou de R$ 1.789,77 para R$ 1.827,74, um acréscimo de R$ 37,97. Na sequência aparecem Salvador (+1,50%), São Paulo (+1,44%) e Fortaleza (+1,36%). Brasília (+0,98%), Belo Horizonte (+0,48%) e Rio de Janeiro (+0,39%) tiveram aumentos mais moderados.
Manaus foi a única capital a registrar queda na cesta ampliada, de 0,12%, com o valor passando de R$ 1.910,37 para R$ 1.908,07.
Em relação aos preços, o Rio de Janeiro manteve a cesta ampliada mais cara, com R$ 2.215,99, seguido por São Paulo, com R$ 2.153,09, e Brasília, com R$ 2.081,73. Curitiba apresentou o menor valor, de R$ 1.827,74, uma diferença de R$ 388,25 em comparação com a capital fluminense.
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