Como o varejo alimentar pode escolher os parceiros certosSA+ Ecossistema de Varejo

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Royal Supermercados inaugura loja em RJ com foco em alimentação saudável e gastronomia

03/11/2026

NEWSLETTER

Como o varejo alimentar pode escolher os parceiros certosSA+ Ecossistema de Varejo


SA+

SA+ Aconselhamento

SA+ Educação

SA+ Trade

SA+ Internacional

SA+ Tech

SA+ Relacionamento

SA+ Conteúdo

SA+ Inteligência

SA+ Branded Content

Voltar para a página inicial

Home

Acesse todas as notícias

Notícias

Navegue pelas categorias do Solução Sortimento

Solução Sortimento

Acesse nossa seção Prateleira

Prateleiras

Navegue por todas as edições

Revistas

Gestão de FornecedoresCompras no VarejoAbastecimentoSortimentoIndicadores de DesempenhoRelação Comercial

Como o varejo alimentar pode escolher os parceiros certos

POR Barbara Fernandes

Publicado em:

Seleção de pessoa
Foto:Adobe Stock

Otimizar a base de fornecedores pode abrir espaço para relações mais estratégicas. Por isso, a escolha de quem permanece na operação passa a ser decisiva para garantir abastecimento, ampliar a relevância do sortimento e criar oportunidades de crescimento.

Mas os especialistas ouvidos pela SA+ convergem em um ponto: a decisão precisa combinar dados de desempenho, importância estratégica e qualidade da relação comercial. Isso significa olhar para margem e faturamento, mas também para abastecimento, potencial de crescimento, inovação, colaboração e capacidade de atender às necessidades específicas de cada loja.


A  seguir, veja o passo a passo para transformar a base de fornecedores:


01. COMECE PELO CONSUMIDOR E PELA RENTABILIDADE


O 1º passo é entender o peso de cada fornecedor para o negócio. O faturamento, isoladamente, não deve determinar quem permanece na base. Para Rodrigo Jordão, diretor de vendas e trade da Vibra, o ideal é considerar análises qualitativas somadas a indicadores quantitativos, sempre pensando no consumidor.


Do lado qualitativo, algumas questões para considerar são: Qual é a relevância dos produtos para o público da rede? A marca tem força? Existe algum diferencial difícil de substituir? Qual é sua importância dentro da categoria? As respostas a essas perguntas devem ser cruzadas com indicadores como margem, giro, sell out, ruptura, condições comerciais e investimentos.


Para Mário Loffi, fundador e CEO da IA Varejo, também é necessário ter constância. “Se você reduz o mix e os fornecedores, mas não cria processo, em 12 meses volta ao ponto em que estava.”

NA PRÁTICA, PERGUNTE:


  • O fornecedor é relevante para o consumidor?
  • O produto tem diferencial ou fácil substituição?
  • Qual é a contribuição real para margem e resultado?
  • O fornecedor é estratégico para a categoria?


02. AVALIE OPERAÇÃO, ABASTECIMENTO E PORTFÓLIO


Nessa etapa, é preciso verificar se o fornecedor consegue entregar o que sua operação precisa nas condições combinadas. Para Leandro Murta, diretor executivo da Neogrid, o que pode ser feito é avaliar o nível de serviço, capacidade de abastecimento, competitividade, qualidade das entregas, cobertura de portfólio por formato de loja e histórico de desempenho.


Nesse sentido, indicadores como OTIF (On Time In Full), fill rate, on time, ruptura, avarias e acuracidade fiscal podem ajudar a identificar os problemas recorrentes.


ANTES DE MANTER OU AMPLIAR A RELAÇÃO, VERIFIQUE:


  • O fornecedor entrega no prazo e na quantidade acordada?
  • Consegue atender aos diferentes clusters da rede?
  • Tem capacidade para acompanhar mudanças de demanda?
  • O portfólio atende às necessidades do consumidor?


03. OLHE O POTENCIAL, NÃO APENAS O PASSADO


Uma boa performance anterior não garante que o fornecedor continuará sendo estratégico. Da mesma forma, um parceiro ainda pequeno pode apresentar potencial relevante. “Avaliar fornecedor não é foto, é filme. O que interessa é a trajetória, para onde a relação está indo, e não só onde ela está parada hoje”, sintetiza Ricardo Angnes, especialista em desenvolvimento de líderes e gestão estratégica de vendas.


“Racionalizar não pode virar ‘fechar a porta’. Precisa continuar abrindo espaço para o pequeno e novo fornecedor, que ainda não tem um grande histórico, mas que atende aos critérios de entrada e chega com vontade de crescer junto”, diz.


Nesse cenário, é ideal cruzar dados da performance atual, tendência de vendas, potencial de crescimento, risco, saúde financeira e capacidade de construir planos conjuntos.


04. MEÇA A CAPACIDADE DE UMA RELAÇÃO ESTRATÉGICA


Além de entregar produtos e cumprir acordos, o fornecedor precisa demonstrar capacidade de trabalhar em conjunto com o varejista, e isso envolve também o compartilhamento de informações, previsões conjuntas, JBP, lançamentos, ações de trade e capacidade de resposta em momentos críticos.


“Um parceiro que atende a esses requisitos tende a gerar maior valor para o varejista do que aquele que atua apenas na relação transacional”, explica Murta. Angnes concorda e complementa que o “fornecedor que só aparece para empurrar produto e some quando dá problema já se eliminou sozinho”.


A pergunta, portanto, não deve ser apenas “quanto esse fornecedor vende?”, mas também “quanto ele contribui para a estratégia da rede?"


05. CRIE UMA RÉGUA COMUM DE AVALIAÇÃO


Depois de definir os critérios, o varejista pode transformar a análise em um scorecard, evitando que decisões importantes dependam apenas da percepção dos compradores. Jordão sugere uma composição possível:


Os “pesos” podem ser adaptados à estratégia de cada rede. O importante é estabelecer uma régua que permita comparar os fornecedores de maneira consistente. “Dessa forma, cada fornecedor ganha uma ‘nota’ e é possível colocá-los em uma matriz para visualizar os quatro quadrantes, sendo que os primeiros a serem descartados são aqueles com nota e potencial baixos”, enfatiza Rodrigo Jordão.


4 QUADRANTES DE CLASSIFICAÇÃO DOS FORNECEDORES


  • Nota boa e bom potencial
  • Nota baixa, mas bom potencial
  • Nota boa, mas baixo potencial
  • Nota baixa e baixo potencial


06. COMBINE DADOS COM CONHECIMENTOS DO NEGÓCIO 


Acompanhar indicadores como acuracidade fiscal, giro por item e satisfação do consumidor também são importantes para a determinação de quais parceiros manter.


“Isso disciplina a decisão e tira o ‘achismo’ da jogada. Mas cuidado com uma armadilha: achar que só existe aquilo que a planilha mede. Os melhores compradores que conheço cruzam o número com o que sabem da relação. É o rigor de dados somado ao bom senso de quem conhece o parceiro. Um sem o outro, se decide mal”, recomenda Angnes


07.  ANTES DE EXCLUIR, AVALIE O IMPACTO DA SAÍDA


A decisão de retirar um fornecedor também precisa passar por uma última análise. Antes de encerrar a relação, o varejista deve entender o impacto sobre categorias, lojas e consumidores.

Pergunte:


  • Existe substituto com capacidade equivalente?
  • A troca mantém o nível de abastecimento?
  • A margem será preservada?
  • O consumidor sentirá a ausência da marca?
  • O novo fornecedor atende os mesmos clusters?
  • Algum diferencial importante será perdido?


Esse cuidado evita que a racionalização gere economia de um lado e perda de vendas de outro.



Essa matéria foi originalmente publicada na edição de outubro/novembro da Revista SA+: FORNECEDORES - A INTELIGÊNCIA POR TRÁS DA ESCOLHA. Clique aqui para ler o conteúdo completo!

Veja também: 


A inteligência por trás da otimização de fornecedores


As principais vantagens da otimização de fornecedores

Quais fornecedores você deve evitar, quando reavaliar e como contruir uma base que evolui com o negócio


COMPARTILHAR
TAGS:Gestão de Fornecedores,Compras no Varejo,Abastecimento,Sortimento,Indicadores de Desempenho,Relação Comercial,OUTUBRO-2026: Fornecedores - Inteligência por trás da escolha
COMPARTILHAR:

Ícone Notícias relacionadas

Royal inaugura sua terceira loja em Barra MansaGrupo Royal

Royal Supermercados inaugura loja em RJ com foco em alimentação saudável e gastronomia

WalmartWalmart

Walmart vai investir US$ 6 bi em automação de centros de distribuição nos Estados Unidos

interior da loja da Danfoss Smart StoreEficiência Energética

Supermercado da Dinamarca reduz o consumo de energia em 60% e alcança 100% de autossuficiência térmica

Uma mulher escolhendo legumes no supermercadoCesta básica

Cesta básica sobe em 7 capitais em setembro, aponta pesquisa

Barbara Fernandes

Repórter

Comentários

Ícone Envie seu comentário

Ícone Siga-nos

Logo SACONTATO@SAMAIS.COM.BR
instagramfacebook4linkedin
Logo Cinva

© Somos uma marca do CINVA (CENTRO DE INTELIGENCIA E NEGOCIOS DO VAREJO - CINVA LTDA). © 2023 SA+ Ecossistema de Varejo. Todos os direitos Reservados