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26/05/2026
Compras menores e mais frequentes transformam a relação do brasileiro com os supermercados
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 26/05/2026

Foto: Adobe Stock
O período pós-pandemia trouxe mudanças significativas na forma como as pessoas se relacionam com o consumo e, consequentemente, com os supermercados. Atualmente, o consumidor brasileiro tem priorizado compras menores e mais frequentes, alinhadas às necessidades do dia a dia e à busca por praticidade.
Dados do relatório Elo Insights 2025 apontam que a frequência de compras aumentou 14% nos últimos anos. Um dos fatores que talvez explicam esse movimento é a expansão das lojas de bairro, que ampliaram a proximidade e facilitaram o acesso dos consumidores aos pontos de venda. Com isso, muitos passaram a planejar melhor suas compras, adquirindo apenas o necessário para períodos mais curtos.
Ao mesmo tempo, outras formas de consumo ganharam força, como os aplicativos de delivery e os canais de vendas on-line. A praticidade das compras digitais, somada a ofertas de frete grátis ou com custos reduzidos, contribuíram para consolidar esse novo hábito.
Outro aspecto em destaque é a hiperpersonalização do consumo. Muitas compras são realizadas em plataformas de e-commerce com foco em produtos já conhecidos pelos clientes, estimuladas por descontos agressivos e mensagens promocionais enviadas diretamente para os celulares dos consumidores.
O cenário econômico também influencia esse comportamento. Com o mercado de trabalho aquecido e a circulação de renda maior, o consumidor demonstra mais confiança para gastar. No entanto, os juros elevados seguem exigindo cautela, disciplina e planejamento financeiro.
Nesse contexto, muitos shoppers passaram a acompanhar de perto os preços dos itens consumidos com frequência, chegando até a memorizar valores para aproveitar oportunidades e evitar impactos causados pelas oscilações do mercado.
A influência sobre as decisões de compra também mudou. O consumidor atual pesquisa mais antes de adquirir produtos e demonstra menor dependência das recomendações feitas por influenciadores digitais.
Para o varejo, essa transformação representa um novo desafio. O padrão de compras mais fragmentado e recorrente dificulta a previsibilidade da demanda, exigindo das empresas maior capacidade de coleta e análise de dados em tempo real, além de uma gestão de estoques mais estratégica e eficiente.
Fonte: Valor Econômico
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