23/08/2026
Consumidores dão mais importância às promoções e descontos do que à qualidade na escolha do item
POR Reportagem SA+ Conteúdo
Publicado em:

Foto: Adobe Stock
Durante o primeiro semestre do ano, 54,8% das pessoas reduziram o consumo do azeite. Essa queda está diretamente relacionada ao aumento no preço do item, que em julho subiu quase 20% na comparação anual. Na sequência, aparecem as carnes (41,3%) e legumes, verduras e frutas (24,4%).
80% dos brasileiros não consideram justos os preços que pagam hoje nas compras.
Os dados são do levantamento “Hábitos de Compra no Varejo Alimentar” da Neogrid, em parceria com o Opinion Box. Realizado entre junho e julho de 2024 com mais de 2.000 pessoas de todo o Brasil, o estudo demonstra como o consumidor brasileiro vem acompanhando de perto as variações de preços dos produtos no varejo e mudando hábitos para comprar mais e pagar menos.
Para se ter uma ideia, mais da metade dos consumidores (65%) afirmou que o preço é um fator decisivo na hora da compra. Tanto é que 82% das pessoas deixaram algum item por causa do valor.
Os consumidores também consideram mais as promoções e descontos (65,7%) do que a qualidade do produto (63%) como ponto crucial no momento da compra. Nesse sentido, 83% dos entrevistados acompanham promoções de itens específicos que querem adquirir e 84% levam mais produtos quando notam que o preço está baixo nas prateleiras.
“Esse comportamento acaba estimulando a procura por ofertas mais vantajosas, além de comparações entre redes de supermercados e marcas concorrentes. Uma das possíveis razões para esse contexto é a perceptível diminuição do poder de compra dos brasileiros e as recentes elevações de preços de categorias que costumam estar presentes nos carrinhos dos consumidores”, explica Anna Fercher, head de Customer Success e Insights da Neogrid.
Dados examinados pela Horus, braço de negócios da Neogrid, indicam também que houve uma retração no consumo nos primeiros seis meses em relação a 2023. O gasto médio por compra caiu 7,3% e a média de itens levados pelos consumidores reduziu 7,5%.
Essa queda no poder de compra e busca pelos melhores preços apontado pela executiva também pode ser observada nos canais escolhidos. 62% dos entrevistados fizeram visitas mais frequentes a atacarejos nos últimos doze meses. Quando questionados sobre as justificativas, produtos mais baratos (82,8%), de maior qualidade (56,9%) e mais variedade (73,1%) foram as mais citadas.
Apesar dessa ampliação na regularidade de visitas aos atacarejos, os supermercados tradicionais se mantêm como a principal opção de varejo físico (34,4%). Logo depois, aparecem os cash & carry (30,1%), seguido pelos hipermercados (24,3%). Os mercados de bairro, em constante expansão, representam 10,7%.
Os canais digitais também são procurados na busca pelas melhores ofertas. 56% das pessoas revelaram fazer compras online pelo menos uma vez por mês, apontando os preços mais baixos, as promoções exclusivas e a comodidade como os principais fatores para essa tomada de decisão.
Contudo, metade dos respondentes ainda prefere efetuar todas as compras presencialmente, enquanto cerca de 35% realizam parte delas digitalmente.
Notícias relacionadas
Comportamento do ConsumidorFamílias brasileiras destinam até R$ 1.073 ao mês para as compras de alimentos
Marcas PrópriasMarcas próprias crescem quase 4x mais do que outros produtos
Grupo VeronaGrupo Verona anuncia nova unidade do Box Atacadista
Análise do setor







