13/06/2026
Desvende os hábitos do consumidor no verão
POR Nathalie Gutierres
EM 14/01/2026

Foto: Adobe Stock
Combinação perfeita de altas temperaturas, 13º salário, férias e viagens, o verão é o momento em que o brasileiro está mais disposto a se recompensar, se presentear e gastar, o que abre infinitas possibilidades para o varejo alimentar. Com uma boa estratégia, é a ocasião propícia para alavancar as vendas, fidelizar o cliente e, consequentemente, lucrar mais.
“O aumento do consumo das categorias sazonais não está apenas relacionado ao clima, mas também ao momento de lazer. O brasileiro planeja mais churrascos, encontros na praia, piscinas e viagens, e o autosserviço é o canal principal para adquirir esses itens”, explica Anna Fercher, líder de dados estratégicos da Neogrid.
Para entender quais são os segmentos que se destacam nesse período do ano, a Neogrid elaborou um estudo exclusivo para a SA+, que identifica em quais pontos principais o varejo deve apostar, de acordo com a análise do último verão e, assim, tornar o planejamento para o próximo mais certeiro.
Avanço de até 6% nas vendas foi a alta registrada no último verão nas cestas de Alimentos, Bebidas, Hortifrúti e Carnes e Aves, segundo pesquisa da Neogrid feita com exclusividade para a SA+.
No caso dos sorvetes, observa-se que o shopper prioriza porções menores e embalagens individuais, para o consumo imediato. Marcas mais acessíveis também ganharam espaço nos carrinhos.
“Mesmo em momentos de pressão inflacionária, o brasileiro preserva pequenos prazeres. Isso significa que o shopper não está consumindo menos e, sim, ajustando a forma de consumir para continuar se permitindo momentos de satisfação”, explica Anna.
Em relação aos destaques em bebidas, Anna explica que enquanto cerveja é vista para celebração, a água de coco fica no autocuidado, mas o shopper quer comprar ambas. Daí vem a necessidade da elaboração de um sortimento preparado para diversas ocasiões de consumo. “O cliente contemporâneo quer versatilidade, e o varejo que consegue entender essa oscilação se conecta de forma mais efetiva com os consumidores.”
O bom resultado do frango entre as demais proteínas animais é fortemente impulsionado pelo preço competitivo. Tal comportamento, segundo a executiva da Neogrid, reforça que o shopper procura equilibrar conveniência, valor nutricional e adaptabilidade, sem renunciar às opções que oferecem uma boa relação custo-benefício.
Já o repelente tem sido adquirido mais com o propósito de prevenção e cuidado familiar, em contraposição ao comportamento anterior que se concentrava em missões emergenciais. “O receio do shopper de contrair doenças como a dengue incluiu o produto na lista de necessidades básicas da estação, do mesmo modo que o protetor solar já marcava presença”, analisa Anna.
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consumo no varejo alimentar








