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Crises são difíceis, mas podem fazer crescer. Momentos de calmaria tendem a acomodar

POR Alessandra Morita

EM 24/07/2026

Carrinhos de supermercados

Foto: IA/Gemini


Como o próprio nome sugere, as crises são difíceis: de entender, de responder a elas e de passar por elas. Mas quem sai de uma crise, em geral, fica mais forte. É pelo aprendizado em tempos árduos que lembramos mais deles do que de momentos de calmaria. Estes passam quase desapercebidos que tendem a nos acomodar. Afinal, se tudo vai bem não questionamos e, portanto, não mudamos nem melhoramos.


Não estamos fazendo aqui uma apologia a tempos desafiadores, mas sim reforçando que é preciso fazer diferente para obter resultados igualmente diferentes. É necessário olhar para novas técnicas de vendas, possibilidades de ganhos de eficiência, produtos que estão sendo mais consumidos, entre outros aspectos.


Por exemplo: o rigor do cenário atual tem feito muitos varejistas começarem a adotar iniciativas para reduzir a falta de produtos. Isso gerou uma queda de 0,9 ponto percentual no indicador de ruptura em junho sobre o mês anterior, indo a 11,5%, de acordo com a Neogrid.


"Somado à desaceleração do consumo, há um movimento importante de adaptação do varejo. As redes estão revisando o sortimento e recalibrando os estoques para refletir a mudança no perfil de compra do consumidor", explica Robson Munhoz, chief relationship strategist da Neogrid.


Evidentemente, há muitas iniciativas que podem ganhar maior atenção do varejista, mas boa parte delas requer uma melhor relação com o fornecedor. A partir dela vêm estratégias voltadas ao sell out e que fogem da conversa de preços com o consumidor – uma abordam essencial para um cliente que toma decisões precisas sobre o que deixar de colocar no carrinho e o que colocar nele.


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TAGS:Consumo,Crise ,Economia
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