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Eliminação da Seleção Brasileira afeta o varejo, mas ainda há oportunidades para lucrar com a Copa do Mundo

POR Barbara Fernandes

EM 07/07/2026

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Foto: Gemini - SA+


A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final para a Noruega traz uma perda de receita potencial para o varejo alimentar. Com menos pessoas se reunindo para assistir aos jogos, itens como bebidas, carnes, salgadinhos e outros produtos voltados ao consumo em grupo tendem a sofrer uma redução no ritimo de vendas nas próximas semanas.


Dados da Apas (Associação Paulista de Supermercados) em conjunto com a Scanntech reforçam o cenário. O estudo aponta que, em relação às 12 semanas anteriores ao início da competição, uma eliminação ainda na fase de grupos limitaria o crescimento das vendas a 3,6%. Caso a Seleção avançasse às oitavas de final, o ganho estimado variaria entre 4,3% e 5,5%. Já uma campanha até a semifinal ou final poderia impulsionar o faturamento entre 6,2% e 8,6%.


Um levantamento da FBHA (Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação) reforça a situação. De acordo com os dados, a derrota representa uma queda de 35% no comércio de produtos diretamente ligados ao torneio.

 

Outra pesquisa, desenvolvida pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e SPC Brasil, mostra que parte dos gastos extras – que entre as classes A e B chegavam a quase R$ 800 –  tendem a cair, principalmente com produtos temáticos fortemente associados à Seleção.


No caso específico dos supermercados, o estudo mostra que, apesar da queda esperada pelo impulso dos jogos, o consumo ainda pode ser motivado pela Mundial até a final do campeonato. Inclusive, o setor era apontado como detentor da maior fatia do consumo durante os jogos, com quase 70% da intenção de compra e isso deve permanecer. 


Como continuar lucrando com o Mundial até a final


Mesmo que o sonho do Hexa tenha sido deixado para 2030, o amor do brasileiro pelo futebol permanece. Tendo em vista a oportunidade, a Asserj (Associação de Supermercados do Rio de Janeiro) compartilhou algumas estratégias práticas para manter as vendas até a final. Veja abaixo: 


  • Acompanhe o calendário

A Copa entra amanhã nas quartas de final, e os times que irão entrar em campo em cada dia serão definidos ainda hoje. Fique de olho para garantir o estoque e dar destaque aos itens mais procurados nessas datas como cervejas, carnes de churrasco, petiscos e salgadinhos.


Os jogos da semifinal e final movimentam ainda mais consumidores que querem acompanhar em primeira mão quem levará a taça para o seu País. A final, por exemplo, ocorre no dia 19 de julho, um domingo, às 16h. O dia e hora favorecem encontros para assintir o jogo e, consequentemente, o consumo. 


  • Quem entra em campo pode ser uma inspiração

    Ao acompanhar os jogos, o varejo pode também preparar ações temáticas com itens típicos de países que vão competir pelo título. Por exemplo, em jogos da França podem ocorrer ações com baguetes e croissants na padaria, já com a Inglaterra a aposta pode ser em chás típicos da região.

    Outra ideia é fazer ações baseadas nas rivalidades entre as seleções que vão disputar a final, com votação dos clientes entre itens típicos como alfajor argentino e vinhos franceses. O produto com mais votos leva a oferta especial. 


Kit especiais também são uma boa alternativa nesse sentido, assim como o cross-selling, o que ajuda a saída de produtos e faturamento.


  • Mudança na identidade visual

Com a eliminação da Seleção Brasileira, é ideal mudar o tom da comunicação visual no PDV, uma vez que o verde e amarelo já não trazem o mesmo impacto emocional. Em vez disso, o ideal é focar no esporte em si e na qualidade dos itens para acompanhar as últimas partidas. 


  • Promoções com itens temáticos

Uma das seções que deve sofrer o maior impacto no varejo alimentar com a eliminação é o Bazar. Esse setor vinha registrando alta acima de outras categorias com a venda de albuns, figurinhas, adereços, vuvuzelas e camisetas da Seleção.


Por isso, a Associação recomenda implementar promoções especiais, campanhas relâmpago e descontos no aplicativo de fidelidade para não ficar com o estoque parado.  Outra ideia é trabalhar com o cross-selling com categorias que ainda movimentam o consumo até o final da Copa. 


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TAGS:Copa do Mundo,Seleção Brasileira, Varejo alimentar, Estratégia, Vendas
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