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Consumidor mais seletivo fez trade up mesmo com preços mais elevados

POR Gabrielly Mendes

EM 24/02/2026

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Foto: Adobe Stock 


O crescimento de 6,7% do varejo alimentar em 2025, com faturamento de R$ 1,4 trilhão, foi puxado principalmente pela preferência do consumidor por produtos mais caros em segmentos diferenciadosEmbora o volume total tenha avançado de forma moderada, a elevação do preço médio acima da inflação de alimentos indica um movimento de troca por marcas de maior valor agregado. Os dados são da Scanntech, que monitora mais de 13,5 bilhões de tíquetes por ano.


O aumento de preço médio nos supermercados foi de 5,4% em 2025, comparado com uma inflação de alimentos nos domicílios de 1,43%", aponta Priscila Ariani, diretora de Marketing da Scanntech. “Mais seletivo, o shopper escolhe onde quer economizar e onde entende que vale a pena pagar mais. Em categorias básicas, ou segmentos que estão em processo de consolidação, ele acaba buscando marcas mais baratas. Mas em segmentos especialmente relacionados à indulgência ou socialização, o consumidor entende os diferenciais das marcas mais caras e paga por essa diferença.”


Indulgência e saudabilidade sustentam o trade up


Entre os segmentos que registraram maior troca por produtos mais caros estão as bebidas alcoólicas e chocolates. Nessas categorias, segundo Ariani, o consumidor tem adotado uma lógica de “menos por mais”, combinando controle de volume com maior valor unitário. “Existe também uma mentalidade de saudabilidade por detrás. Desse modo, o consumidor consome menos em volume, mas com mais qualidade, comprando marcas mais caras.”


Curadoria e execução em loja


Para os varejistas, o avanço dos segmentos diferenciados exige ajustes no mix e na execução. “Essa é uma oportunidade estratégica. Em um cenário onde o volume geral enfrenta pressões, é preciso conhecer de perto seu shopper e identificar as oportunidades paralelas que estão presentes.”


Ariani destaca também que a definição de sortimento e a leitura contínua de dados tornam-se decisivas. “Para poder desenhar um mix assertivo, é necessário estar com o dedo no pulso do mercado, para se adaptar às mudanças tão rápidas que ocorrem no consumo e não perder as oportunidades.”


Além do sortimento, entram na equação posicionamento de gôndola, visibilidade, comunicação com o shopper e eficiência operacional, apontada como diferencial competitivo em um ambiente de margens pressionadas.


Novo ano, novas oportunidades


A expectativa para 2026 é de manutenção do movimento de troca por produtos mais caros, com possível reforço de fatores macroeconômicos e eventos de grande alcance.


“O cenário conta com vetores importantes de estímulo ao consumo: a realização da Copa do Mundo tende a aquecer categorias ligadas à experiência e ao consumo comemorativo, enquanto o cenário de eleições injeta dinheiro na economia, assim como a isenção total de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil ou redução para rendas até R$ 7.350. Também esperamos a redução gradual dos juros que deve tirar o freio de mão da economia ao longo do ano.”


Segundo ela, esses fatores criam condições para sustentar o consumo em categorias de maior valor agregado. “Isso é algo que conversa muito com a mentalidade de saudabilidade que se instaurou na população e não vai embora tão cedo.”


Com isso, o crescimento do setor tende a depender menos de reajustes de preços e mais da capacidade de capturar valor por meio de mix, execução e leitura detalhada do comportamento do consumidor.


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TAGS:Consumo, Scanntech, Pesquisa
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