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17/07/2026
Reforma Tributária pode se tornar uma vantagem competitiva para os supermercados
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 17/07/2026

Foto: Adobe Stock
A partir de 3 de agosto de 2026, a Reforma Tributária avança para uma nova etapa que exigirá maior preparação das empresas brasileiras. Nessa fase, companhias enquadradas no regime regular passarão a emitir documentos fiscais eletrônicos com o preenchimento obrigatório dos campos relativos ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), incluindo a alíquota de teste de 1%.
A medida, determinada pelo Comitê Gestor do IBS, terá impacto direto sobre o varejo supermercadista, um dos segmentos mais complexos do ponto de vista tributário. Com milhares de produtos no sortimento, diferentes fornecedores e regras fiscais específicas para cada categoria, as redes precisarão revisar cadastros, classificações fiscais, códigos NCM e a parametrização de seus sistemas para garantir conformidade com as novas exigências.
Além dos cadastros de produtos, será necessário validar a integração entre ERPs, sistemas de frente de caixa e plataformas de emissão de documentos fiscais. Caso essas adequações não sejam concluídas, as notas fiscais poderão ser rejeitadas pelos sistemas autorizadores, comprometendo o fluxo operacional e a relação com fornecedores.
O desafio ganha ainda mais relevância diante do peso econômico do setor. Dados da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), do IBGE, mostram que o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo segue entre os principais responsáveis pelo desempenho do comércio varejista brasileiro. Isso significa que qualquer dificuldade na adaptação às novas regras pode gerar reflexos em toda a cadeia de abastecimento.
Para Leonardo Bastos, contador, perito contábil e fundador da Superfood Contábil, a mudança representa uma oportunidade para aprimorar processos internos e fortalecer a governança fiscal das empresas. "A reforma tributária obriga as empresas a revisarem processos que, muitas vezes, permaneceram inalterados por anos. Quando um supermercado atualiza seus cadastros, a classificação fiscal, a parametrização e a integração entre sistemas, reduz erros, melhora a qualidade das informações e amplia a capacidade de tomar decisões com mais segurança", afirma.
Mais do que atender a uma obrigação legal, a preparação para essa nova fase da reforma tributária deve acelerar investimentos em tecnologia, revisão tributária e governança de dados. A expectativa é que auditorias frequentes de cadastros e o monitoramento contínuo das informações fiscais passem a fazer parte da rotina dos supermercados, reduzindo riscos operacionais e preparando o setor para as próximas etapas da implementação do novo sistema tributário.
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