ÚLTIMAS NOTÍCIAS
12/09/2026
Shopper no centro orienta novos modelos de colaboração entre varejo e indústria
POR Fernando Salles
Publicado em:

Foto: Shutterstock e Divulgação
A colaboração entre varejo e indústria passa a exigir novos formatos em 2026. Especialistas apontam que o avanço está menos na personalização plena e mais no uso estratégico de dados, no diálogo contínuo e no foco em performance de categoria, colocando o shopper no centro das decisões para gerar resultados sustentáveis para ambos os lados.
Com experiência nos “dois lados do balcão” (varejo e indústria), Diego Cicconato, da Retail Think, percebeu que, com a complexidade da distribuição e o nível de capilaridade do mercado nacional, é uma utopia pensar sempre os planos customizados. Eles são bem-vindos (e muito!), porém nem sempre viáveis. Mesmo assim, é possível buscar algum nível de personalização, inclusive em redes atendidas basicamente por distribuidores.
O caminho para o ciclo virtuoso na colaboração entre varejo e indústria requer foco na performance, mas também o entendimento de que é preciso se relacionar o tempo todo. “A próxima fronteira é transformar dados em diálogo e, assim, continuamente fazer as melhores escolhas para ambos e atender bem as necessidades do shopper”, resume Bruna Fallani, consultora estratégica e conselheira em Varejo e Consumo.

“O shopper é um elo de convergência entre a indústria e o varejo. Quem consegue colocar o cliente no centro potencializa os resultados”, afirma Bruna Fallani, consultora estratégica e conselheira em Varejo e Consumo.

“A falta de alinhamento entre varejo e indústria pode ser medida por um dado Nielsen de que 65% das ações promocionais não trazem resultado. Se o investimento em promoção é na casa de 10%, significa que 6,5% do faturamento do varejo vai embora nisso. Não faz sentido os dois lados deixarem de se sentar para desenhar planos que gerem resultados e atendam bem os clientes”, afirma Diego Cicconato, CEO e sócio da Retail Think.

“A indústria de bebidas tem se mostrado mais avançada em aspectos como o olhar para resultados, rigidez na governança e pagamento por resultado”, afirma Andrea Aun, Sócia da Integration Consulting.
Case 01 - Indústria ajudou a personalizar plano em rede atendida por distribuidor
Uma rede regional multiplicou em algumas vezes seu faturamento em um segmento de bebidas num projeto do qual fez parte Diego Cicconato, CEO e sócio da Retail Think. O atendimento era via distribuidor, mas a própria indústria se envolveu no atendimento personalizado, que incluiu mudança no layout da categoria, inclusão de pontos com a bebida gelada, dentre outras ações realizadas após amplo compartilhamento de dados.
Case 02 - Foco na rentabilidade solucionou problema na seção de cafés
Em um trabalho de consultoria para varejista com rentabilidade bem abaixo do ideal em cafés, Bruna Fallani chamou 3 indústrias para discutir com a rede como melhorar a rentabilidade da categoria.
Os resultados se potencializaram com mudanças no mix, ações de trade, aprimoramento da execução e mais divulgação, entre outras iniciativas definidas de modo que a marca geradora de volume continuasse a cumprir seu papel mas também agregasse valor com outros itens do portfólio. Coube às demais indústrias passarem a agregar opções sem canibalizar vendas.
Notícias relacionadas
Supermercados FluminenseSupermercados Fluminense entra com pedido de recuperação judicial
CarrefourCarrefour lança novo formato de proximidade na Bélgica em parceria com distribuidora local
Radar ScanntechLimpeza e Pet resistem à retração de unidades vendidas enquanto Mercearia Básica tem pior mês do ano
Automação Comercial







