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24/04/2026

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Varejo alimentar enfrenta oscilação e vê volume de vendas cair no 1T26

POR Reportagem SA+ Conteúdo

EM 24/04/2026

Carrinho de supermercado

Foto: Adobe Stock


O comércio de alimentos no Brasil apresenta um cenário de altos e baixos neste início de 2026. Dados da NielsenIQ mostram que o setor não registra duas semanas consecutivas de crescimento desde o começo de fevereiro. Até a primeira semana de abril, as vendas nas mesmas lojas subiram apenas 0,7% em valor, índice que fica abaixo da inflação e indica que o volume de produtos vendidos está menor.


Desempenho Regional e Commodities


O levantamento aponta que o Nordeste é a região que mais sente essa oscilação, ficando abaixo da média nacional na maioria das semanas analisadas. Segundo projeções de bancos como Santander e Bradesco BBI, esse cenário de demanda instável pressiona os resultados de grandes redes como Grupo Mateus e Assaí. No caso do Mateus, a dependência regional e o endividamento das famílias locais são fatores de atenção citados pelo mercado.

Por outro lado, o retorno da inflação de itens básicos, como arroz, óleo e açúcar, em março pode dar fôlego ao faturamento das empresas. No Atacadão, por exemplo, a percepção de alta nos preços faz com que clientes profissionais (B2B) busquem reforçar seus estoques, o que ajuda a movimentar o volume no curto prazo, uma vez que esses compradores tendem a evitar o abastecimento em períodos de queda de preços.


Fatores de pressão no consumo


O setor também monitora fatores que disputam a renda das famílias, como o endividamento e o crescimento dos gastos com apostas online (as "bets"), além do impacto da inadimplência. No Assaí, a estratégia no primeiro trimestre focou em preservar margens, evitando ações promocionais agressivas mesmo diante de um cenário de consumo restritivo.

Além do ambiente de mercado, o varejo lida com uma recente ofensiva da Receita Federal sobre o uso de créditos tributários de PIS e Cofins. O Fisco notificou cerca de 2,9 mil empresas do setor para cobrar R$ 10 bilhões em compensações consideradas indevidas, o que pode trazer pressões adicionais para as companhias ao longo do ano. 


Fonte: Valor

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TAGS:Vendas, varejo alimentar, Nielsen
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