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29/07/2026
Vendas online de supermercados devem atingir US$ 452 bilhões até 2028
POR Giovanna Cazuza
EM 29/07/2026

Foto: Divulgação
A integração entre lojas físicas e canais digitais deve ganhar ainda mais espaço na estratégia dos supermercados nos próximos anos.
O estudo “Digital Engagement Transforms Grocery Shopping 2026”, realizado pela Nielsen IQ, em parceria com a FMI (Food Industry Association), tem como foco o mercado norte-americano, mas as tendências apresentadas refletem um movimento que também vem sendo observado no Brasil, onde as redes estão investindo em aplicativos, programas de fidelidade, entregas rápidas, retirada em loja (click & collect) e inteligência artificial para melhorar a experiência do consumidor.
Nos Estados Unidos, a pesquisa aponta que as vendas online de supermercados deverão atingir US$ 452 bilhões até 2028,crescendo a uma taxa média anual de 11,6%.
Em 2025, o e-commerce respondeu por aproximadamente 75% do crescimento em valor das vendas do setor, enquanto o desempenho das lojas físicas permaneceu praticamente estável.
Segundo análise da NIQ com base nesses dados, o e-commerce deixou de ser apenas um canal complementar e passou a funcionar como uma importante alavanca para o crescimento do varejo alimentar.
O estudo mostra ainda que, sem as vendas digitais, diversas categorias de supermercados apresentariam estabilidade ou até retração nas vendas.
Outro dado que chama atenção é o comportamento do consumidor. Cerca de 94% das famílias norte-americanas compraram tanto em canais online quanto em lojas físicas em 2025, consolidando a multicanalidade como o novo padrão de consumo. A jornada de compra passa a combinar pesquisa digital, comparação de preços, compras pelo aplicativo, retirada em loja e entregas rápidas, conforme a necessidade de cada ocasião.
A expectativa por entregas no mesmo dia, maior precisão na disponibilidade dos produtos e conteúdos digitais mais completos também devem pressionar o setor a investir em tecnologia e eficiência operacional.
A pesquisa destaca ainda que a próxima etapa dessa transformação será movimentada pela inteligência artificial. Ferramentas capazes de auxiliar no planejamento das compras, sugerir produtos, automatizar listas e personalizar ofertas tendem a ganhar espaço.
Na avaliação da NIQ e da FMI, o diferencial competitivo não estará apenas na presença digital, mas na capacidade de conectar de forma fluida as experiências online e offline, criando jornadas de compra cada vez mais rápidas, personalizadas e convenientes para o consumidor.
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