08/07/2026
Sob suspeita de contaminação, cerveja Belorizontina respondia por 60% da produção da Backer
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 16/01/2020
Com mais de duas décadas de produção de cervejas artesanais, a Backer apostava desde o fim de 2017 na marca Belorizontina para elevar suas vendas em ritmo mais forte. Em muitos pontos de venda da capital mineira, era comum encontrar a cerveja vendida ao consumidor por menos de R$ 6, preço bastante competitivo dentro do segmento. A procura cresceu tanto que cerca de 60% da capacidade produtiva da cervejaria estava voltada para esse produto.
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É justamente a marca Belorizontina que está no centro de uma investigação sobre contaminação por dietilenoglicol, substância apontada por perícias preliminares como causadora de uma síndrome nefroneural responsável por ao menos três mortes. Ontem (15/01), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou que a água utilizada na produção da cerveja estava contaminada. A Polícia Civil de Minas Gerais investiga, agora, a causa da contaminação, considerando três hipóteses principais: sabotagem, vazamento no tanque de refrigeração ou utilização indevida do dietilenoglicol no processo de produção.
No início da semana, o Mapa mandou a Backer recolher todos os seus rótulos de cerveja e barris de chope fabricados a partir de outubro de 2019. Nos supermercados mineiros, já não se vê mais itens da cervejaria nas prateleiras. A empresa tem colaborado nas investigações.
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