24/06/2026
Assaí estuda entrada no segmento de postos de combustíveis em busca de novas receitas
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 24/06/2026

Foto: Divulgação
O Assaí Atacadista tem apostado na criação de novas fontes de receita. O mais recente projeto que está sendo estudado pela companhia é uma possível entrada em postos de combustíveis, segundo Belmiro Gomes, CEO da varejista, em entrevista à Exame. A estratégia busca aproveitar o fluxo de cerca de 17 milhões de veículos que circulam mensalmente pelos estacionamentos da rede, além de abrir caminho para oportunidades ligadas ao abastecimento tradicional e à futura eletrificação da frota.
Outra frente importante é o setor farmacêutico. A primeira farmácia da bandeira será inaugurada em julho, na unidade da Marginal Tietê, em São Paulo. O plano prevê a abertura de mais de 200 operações nos próximos anos, sendo 25 delas até o final de 2026.
A companhia também busca fortalecer sua presença junto às pessoas jurídicas. Microempreendedores e empresas somam aproximadamente 1 milhão de clientes. A intenção é consolidar o Assaí como uma plataforma de conexão entre fornecedores, empreendedores e consumidores.
No ambiente digital, o atacarejo segue avançando na ampliação dos canais de venda. A rede já ocupa a posição de maior vendedora de alimentos dentro do iFood e iniciou uma parceria com o Mercado Livre para expandir sua atuação nos marketplaces.
Além disso, estuda ampliar seu portfólio de serviços financeiros, incluindo maquininhas de pagamento, programas de cashback, crédito e outras soluções voltadas tanto aos consumidores quanto aos pequenos empreendedores.
Os movimentos ocorrem em um momento em que a companhia ainda enfrenta os desafios de integração das 66 lojas adquiridas do Extra, processo que levou a rede a desacelerar seu ritmo de expansão. Mesmo assim, o atacarejo mantém a previsão de finalizar o ano com cinco unidades inauguradas.
Presente em 25 estados brasileiros, a companhia ainda não opera em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, mercados considerados mais fechados para redes varejistas de fora da região.
Fonte: Exame
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