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Fortaleza lidera aumento da cesta básica no 1º semestre; São Paulo mantém maior custo do país

POR Reportagem SA+ Conteúdo

Publicado em:

Cesta básica

Foto: Divulgação


A cesta básica ficou mais cara na maior parte das capitais brasileiras ao longo do primeiro semestre de 2026, com Fortaleza registrando a maior alta acumulada do período. Segundo levantamento da Neogrid em parceria com a FGV IBRE, a capital cearense apresentou avanço de 10,34% entre janeiro e junho, refletindo uma pressão mais intensa sobre os preços dos alimentos essenciais. Ao mesmo tempo, São Paulo consolidou-se como a capital com a cesta básica mais cara do país, encerrando junho com valor médio de R$ 1.010,55, acima da marca de R$ 1 mil.  


O levantamento também mostra que, apesar de junho ter apresentado comportamento mais equilibrado do que nos meses anteriores, com 6 capitais registrando alta e duas apresentando queda, a inflação dos alimentos continua pressionando o orçamento das famílias.


No acumulado do semestre, a variação da cesta básica ficou distribuída da seguinte forma:



Na outra ponta, Curitiba e Rio de Janeiro foram as únicas capitais que encerraram o primeiro semestre com retração acumulada nos preços da cesta básica. Em Curitiba, a queda foi de 3,1%, resultado de uma redução mais intensa entre janeiro e março, seguida por recuperação gradual nos meses seguintes. Belo Horizonte, apesar da alta acumulada de 6,2%, continuou registrando a cesta básica de menor custo entre todas as capitais pesquisadas. 


A análise aponta que feijão e legumes permaneceram como os principais responsáveis pela pressão inflacionária em junho. Em Manaus, os legumes dispararam 39,78%, a maior variação entre todos os itens monitorados. Já em Brasília, o feijão avançou 25,16%, enquanto Fortaleza registrou a maior alta para a carne bovina, de 16,03%. Em São Paulo e Salvador, o aumento dos preços também foi puxado principalmente pelo feijão e pelos legumes. 


Apesar da pressão sobre alimentos básicos, alguns produtos ajudaram a reduzir o impacto sobre a cesta. Frutas, açúcar, café e leite UHT registraram quedas em diferentes capitais. Salvador apresentou o maior recuo no preço das frutas (-7,75%), Curitiba liderou a queda do café (-6,24%) e o Rio de Janeiro registrou a maior redução no açúcar (-5,77%). Ainda assim, esses movimentos não foram suficientes para conter a alta observada na maior parte das cidades analisadas.



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TAGS:Pesquisas, Cesta Básica,Inflação de alimentos, Neogrid, FGV IBRE,Preço dos alimentos, Varejo Alimentar
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