08/10/2026
Com 58% de adesão, Brasil lidera uso da IA generativa no consumo
POR Reportagem SA+ Conteúdo
Publicado em:

Foto: Adobe Stock
A inteligência artificial começa a ocupar espaço nas decisões de consumo dos brasileiros. Segundo pesquisa da Bain & Company, 58% dos consumidores no país já utilizam ferramentas de GenAI para atividades cotidianas, como compras, planejamento de viagens e gestão financeira. O índice supera o de países como Estados Unidos (35%) e Canadá (41%).
O levantamento indica que, nas jornadas de compra, a tecnologia pode atuar como assistente personalizado, apoiando desde a descoberta de produtos até o pós-venda.
Entre os entraves para maior adesão, estão o receio de fraudes, a insegurança em armazenar dados de pagamento e o custo de serviços pagos.
No setor financeiro, 70% dos entrevistados afirmaram considerar importante o uso da IA para esclarecer dúvidas e explicar regras e tarifas. Outros 62% apontaram interesse em utilizar as ferramentas para monitorar gastos e alertas de risco. Ainda assim, há resistência quanto ao compartilhamento de informações sensíveis e à autonomia das decisões automatizadas.
No turismo, o uso é mais bem aceito. A pesquisa aponta que 63% dos viajantes recorreriam à IA para traduzir idiomas, compreender costumes locais ou acessar serviços no destino. Outros 59% utilizariam as ferramentas para recomendações de passeios e hospedagens em tempo real.
“A multimodalidade permite interações por texto, imagem, áudio e vídeo em tempo real, tornando a conversa com assistentes de IA mais natural, humana e intuitiva. Além disso, a ascensão dos agentes de IA permite que esses sistemas realizem tarefas de forma organizada e autônoma — de adicionar produtos ao carrinho e realizar o checkout a agendar entregas e resolver problemas no pós-venda”, afirmou Thiago Delfino, sócio e líder da prática de AI & Solution da Bain América do Sul.
Segundo Delfino, o avanço do chamado AI Conversational Commerce depende da construção de experiências seguras e transparentes. “O caminho a seguir passa pela inovação tecnológica e pela construção de experiências que sejam, ao mesmo tempo, transformadoras e confiáveis. Transparência, segurança de dados e uma jornada desenhada com o consumidor no centro são pontos-chave para que a tecnologia avance e se torne, de fato, uma ferramenta cotidiana”, concluiu.
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