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23/03/2026
Com faturamento médio de R$ 2,5 milhões por loja, varejo alimentar foca em eficiência para proteger margens
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 23/03/2026

Foto: Adobe Stock
O varejo alimentar brasileiro encerrou o último ciclo com números superlativos, mas que escondem um desafio constante para o supermercadista: a manutenção da rentabilidade.
O setor faturou R$ 1,067 trilhão em 2024, operando com mais de 424 mil empresas. Na média, cada negócio movimenta cerca de R$ 2,5 milhões por ano, um volume expressivo, mas que opera sob a pressão de margens cada vez mais estreitas.
Embora o consumo das famílias siga como motor da economia — com alta de 2,8% nas vendas em janeiro, segundo o IBGE —, crescer já não é o único objetivo. O foco das redes agora está na eficiência operacional e no combate aos drenos de rentabilidade.
Os principais gargalos da operação
Em um cenário de competição acirrada com o avanço do atacarejo e do e-commerce, o setor enfrenta quatro desafios críticos que impactam diretamente a última linha do balanço:
1. Ruptura e Gestão de Estoque: A falta de produtos na gôndola ou o excesso de itens parados são falhas que custam caro em um setor de giro alto.
2. Prevenção de Perdas: Especialmente em perecíveis, o desperdício continua sendo um dos principais inimigos da margem líquida.
3. Apagão de Mão de Obra: A dificuldade em preencher vagas operacionais compromete o padrão de atendimento e a execução em loja.
4. Pricing: Em ambiente inflacionário, a agilidade na gestão de preços é vital para não perder competitividade nem sacrificar o lucro.
Gestão de Fornecedores: O novo protagonista
Um dos pontos de maior ineficiência identificados nas redes é a gestão descentralizada de fornecedores. Processos fragmentados e baixa visibilidade da cadeia de suprimentos resultam em custos evitáveis e falhas de abastecimento.
Tudo isso faz da gestão de fornecedores um dos principais pontos deatenção no setor, conforme artigo publicado no blog da Linkana.
Para reverter esse quadro ainda problemático, o varejo tem profissionalizado a relação com a indústria e distribuidores por meio de:
• Sistemas Integrados (ERPs): Centralização de dados desde o planejamento de compra até a entrega no CD ou loja.
• Inteligência Artificial: Uso de algoritmos para prever demanda com base em sazonalidade e histórico, reduzindo o risco de rupturas.
• Compliance e Performance: Monitoramento rigoroso do desempenho dos parceiros e adoção de critérios de governança na cadeia de abastecimento.
"A capacidade de integrar dados e coordenar parceiros de abastecimento deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência para o supermercado", apontam especialistas do setor.
Tecnologia como aliada da execução
A resposta das redes tem sido acelerar o investimento em ferramentas que permitam uma visão 360º da operação. Ao automatizar a gestão de fornecedores e o controle de estoque, o varejista consegue liberar suas equipes para o que realmente importa: a execução de loja e a experiência do cliente.
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