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06/05/2026
GPA fecha acordo com credores e reduz dívida em R$ 2 bilhões
POR Ismael Jales
EM 06/05/2026

Foto: Divulgação
O GPA informou ao mercado a conclusão da renegociação de suas dívidas no âmbito da recuperação extrajudicial. Com a adesão de 57,49% dos credores não operacionais, a companhia garantiu uma melhora estrutural em seu perfil financeiro, incluindo dois anos de carência e o alongamento do prazo médio de pagamento para mais de quatro anos.
A operação reduz o endividamento total em mais de R$ 2 bilhões e alivia a pressão sobre o caixa em R$ 4 bilhões nos próximos anos. Para o CFO da companhia, Pedro Albuquerque, a rapidez no processo reforça a credibilidade da rede. "Mesmo em um ambiente desafiador, concluímos o acordo em menos de 60 dias, o que reforça a confiança dos credores na solidez da operação e no plano de transformação do GPA", afirma o executivo.
Com a nova estrutura de capital, o grupo pretende focar na expansão de margens e no crescimento das vendas. Alexandre Santoro, CEO do GPA, ressalta que o movimento é o alicerce para uma transformação mais profunda.
"A nova estrutura é um passo importante para a recuperação consistente da rentabilidade. Seguimos disciplinados na execução do plano, com prioridades claras: elevar a experiência dos nossos clientes, aumentar a eficiência operacional e manter rigor na disciplina financeira", destaca Santoro.
A companhia manteve a operação normal de suas mais de 700 lojas durante as negociações, preservando o abastecimento e a relação com parceiros comerciais. Segundo o CEO, o objetivo agora é consolidar os avanços. "Entramos em um novo ciclo com uma base financeira mais sólida, maior capacidade de execução e confiança na evolução consistente dos resultados", conclui.
Segurança jurídica e blindagem do varejo
O sucesso jurídico da estratégia foi analisado por especialistas do setor. Armin Lohbauer, do escritório Barcellos Tucunduva Advogados, pontua que superar o quórum de 50% é o ponto central para a eficácia do plano. Ele explica que, após a homologação, o acordo passa a ter caráter vinculativo para todos os credores da classe. "Quem ficou fora da assinatura também será alcançado pelos efeitos do plano", resume o advogado.
Na mesma linha, Aislan Campos Rocco, da Barroso Advogados Associados, observa que a escolha pelo modelo extrajudicial protegeu o dia a dia da rede ao isolar o passivo financeiro. "A reestruturação não afeta fornecedores, clientes, parceiros ou a operação regular das lojas", afirma Rocco. Para o especialista, a rapidez na adesão cria uma base sólida para a saúde do negócio, com impacto positivo imediato sobre o custo da dívida e o perfil de vencimentos.

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Ismael Jales








