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16/06/2026
Exclusivo SA+ Trade: Mercado Livre cresce 60% em vendas de supermercados, com insights em todos os segmentos
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 16/06/2026

Divulgação
As vendas da categoria de supermercados no Mercado Livre vêm alcançando fortes taxas de crescimento a cada trimestre. Em 2025, a alta foi de 79% nos primeiros três meses, seguidos por 71% no 2º TRI, 64% no 3º e 41% de outubro a dezembro. No acumulado do ano, os produtos típicos do varejo alimentar registraram alta de 60% sobre o ano anterior.
A importância desse segmento ficou clara no evento Super Meli Day SP 2026, realizado ontem pela empresa para varejistas e indústrias em sua sede, na cidade de Osasco, São Paulo – com cobertura exclusiva da SA+ Trade.
Segundo Magali Aquino, head de CPG Brasil, em sua apresentação no encontro, as pessoas que fazem compras de supermercados na plataforma têm 4 vezes mais valor dentro do ecossistema da companhia em comparação com as demais verticais.
Ela explicou ainda que a categoria de supermercados passou a ser trabalhada como CPG – sigla em inglês para produtos de consumo industrializados. Dessa forma, o Mercado Livre atende duas jornadas de compras desses produtos.
Uma delas é a de abastecimento, para a qual oferece oferece uma cesta completa de itens secos de grandes marcas e de importantes varejistas, com cobertura em todo o País. Nesse caso, o frete é grátis a partir de R$ 199.
Já a jornada de compra pontual é algo mais recente no marketplace. A ideia é atender a chamada cauda longa. Por isso, são disponibilizados os mais diversos produtos – desde itens diferenciados até especialistas. A cobertura é nacional ou localizada e conta com prazos flexíveis que vão de 3 horas a 5 dias.
Entre os supermercados que já possuem loja oficial no Mercado Livre, estão Assaí, Carrefour, Casa Santa Luzia, Angeloni, Supermarket, etc.
Categorias e suas performances
Dados por categoria apontam que o espaço para o segmento de supermercados/CPG avançar ainda é grande. Insights do Mercado Livre apresentados por Nathalia Brasil, especialista de gestão de categoria, mostram que em todos os segmentos há boas oportunidades para os varejistas e indústrias.
Os alimentos, por exemplo, são a maior categoria em volume de cestas. No ano passado, cresceram quase 60%. Esses produtos também alcançaram 47,9% de usuários únicos [contagem individual de pessoas que acessam um produto ou página, pois cada um pode entrar no mesmo endereço/conteúdo mais de uma vez] e uma taxa de retenção de 46,5%.
O maior tíquete médio cabe à categoria de bebidas. Com alta de 60,6% no ano passado, o principal produto da cesta são os vinhos e espumantes, com um share de 42%. É por meio desses produtos que 2 a cada 3 compradores de bebidas conhecem a categoria. O tíquete médio para esses produtos é de R$ 226.
Os itens de cuidados para o lar cresceram 73,1% no Mercado Livre. Essa taxa faz da categoria a de crescimento mais acelerado dentro do portfólio. A retenção é de 46,3% diante de um percentual de usuários únicos de 55,4%.
Lavanderia é o segmento que mais se destaca, com participação de 32%.
Embora apresente maior maturidade, os itens para cuidados pessoais & bebês também avançam dois dígitos: 18,9%. A principal oportunidade está nas fraldas para adultos, cujas vendas aumentaram 73% em 2025.
Assim como as categorias crescem de maneiras diferentes, a performance por região também é distinta, como explicou Juliana Antonio, gerente de gestão de categorias. A principal oportunidade de desenvolvimento está no Nordeste, que responde por 13% do mercado, enquanto na plataforma o share é de 11%.
Ecossistema de soluções e cenário
Comprar, vender, anunciar e acessar crédito on e offline – tudo isso faz parte do ecossistema da empresa para seus clientes, sejam eles pessoas físicas ou empresas. Essas soluções são disponibilizadas por meio dos serviços do Mercado Livre e do Mercado Pago – braço financeiro da companhia.
Raiza Portero Del Mastro, especialista em novos negócios e hunting, apresentou os principais números da empresa durante o Super Meli Day SP 2026. No e-commerce, foram movimentados US$1,9 bilhão em receita líquida nos últimos 12 meses.
O número de compradores únicos atingiu 126 milhões no período, com 2,7 bilhões de itens comercializados.
Durante o evento, a NielsenIQ também apresentou um panorama do mercado de consumo e das vendas digitais. Pietro Bastos, sênior business manager da empresa, explicou que o e-commerce de produtos de alto consumo (FMCG) representa apenas 3,3% das vendas.
Entretanto, há perspectiva de crescer. Para se ter uma ideia, entre as categorias em comum no digital e no físico, 86% apresentam uma performance melhor no online, enquanto outras 11% crescem no digital e recuam no físico.
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