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26/04/2026
Geração Alfa reposiciona o varejo físico e pressiona trade marketing a reinventar a experiência em loja
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 26/04/2026

Foto: Adobe Stock
A ascensão da Geração Alfa marca um ponto de inflexão para o varejo e, em especial, para as estratégias de trade marketing. Ainda sem autonomia plena de consumo, esse público já exerce influência direta sobre as decisões de compra familiares e começa a redesenhar o papel das lojas físicas em escala global.
De acordo com dados da WGSN Insight, o potencial econômico dessa geração deve alcançar US$ 5,46 trilhões até 2029, aproximando-se do poder combinado de Millennials e Geração Z. Mais do que volume financeiro, o dado sinaliza uma mudança estrutural: o ponto de venda deixa de ser apenas um canal de transação para se consolidar como espaço de experiência, descoberta e pertencimento.
A preferência pelo ambiente físico é um dos sinais mais claros dessa transformação. Entre jovens de 6 a 16 anos entrevistados pela pesquisa, 69% afirmam preferir comprar em lojas físicas, enquanto 66% dos consumidores da Geração Alfa nos Estados Unidos dizem estar dispostos a pagar mais por produtos físicos em comparação a alternativas exclusivamente digitais. O movimento é reforçado por outras gerações: 86% de Millennials e Gen Z apontam o contato tátil como fator decisivo na jornada de compra, evidenciando um retorno mais amplo à fisicalidade.
Nesse contexto, o varejo físico ganha uma nova camada de significado e passa a operar como “terceiro espaço” — conceito que extrapola a lógica comercial e incorpora funções sociais. As lojas tornam-se ambientes de convivência, criatividade e interação, onde vínculos são formados e identidades são construídas. E essa influência social é determinante: 61% dos consumidores da Geração Alfa têm suas escolhas impactadas por amigos, enquanto 56% são influenciados pela família.
Para o trade marketing, essa mudança exige uma revisão profunda das estratégias de ativação no ponto de venda. A experiência presencial passa a ser entendida como plataforma de engajamento emocional, com impacto direto na construção de lealdade de longo prazo. Não por acaso, 73% dos consumidores desejam que as marcas tornem a experiência em loja mais imersiva e envolvente.
A demanda por experiências multissensoriais também se intensifica. Globalmente, 57% dos consumidores afirmam que querem ver, tocar e sentir os produtos antes de comprar. Nesse cenário, ganha força a lógica de “experiência por m²”, na qual cada elemento do ambiente, de telas interativas a quiosques digitais e hologramas, contribui para gerar estímulos, memorabilidade e conexão com a marca.
Outro vetor estratégico é a personalização. A Geração Alfa demonstra forte interesse em expressar sua individualidade, pressionando o varejo a incorporar serviços de customização e experiências participativas. O consumidor deixa de ser apenas receptor e passa a atuar como co-criador da jornada e, em alguns casos, do próprio produto.
Diante desse cenário, o trade marketing assume um papel ainda mais central na articulação entre indústria e varejo, sendo responsável por transformar o ponto de venda em um ambiente vivo, relevante e alinhado às expectativas das novas gerações.
Insights como esses, que revelam como o comportamento do consumidor estão redefinindo as estratégias no ponto de venda, estarão entre as discussões da próxima edição do Trade Connection, o maior evento de trade marketing do Brasil. Clique aqui e garanta a sua participação!
Fonte: Mundo Marketing
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