Esses são os principais responsáveis pela queda nas vendas em volume do varejoSA+ Ecossistema de Varejo

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Yamauchi deixa o varejo alimentar após quase 60 anos; lojas são assumidas por Joanin, Mambo e Ponto Certo

09/06/2026

NEWSLETTER

Esses são os principais responsáveis pela queda nas vendas em volume do varejoSA+ Ecossistema de Varejo


SA+

SA+ Aconselhamento

SA+ Educação

SA+ Trade

SA+ Internacional

SA+ Tech

SA+ Relacionamento

SA+ Conteúdo

SA+ Inteligência

SA+ Branded Content

Voltar para a página inicial

Home

Acesse todas as notícias

Notícias

Navegue pelas categorias do Solução Sortimento

Solução Sortimento

Acesse nossa seção Prateleira

Prateleiras

Navegue por todas as edições

Revistas

Pesquisa NielsenIQVendas em volume

Esses são os principais responsáveis pela queda nas vendas em volume do varejo

POR Reportagem SA+ Conteúdo

EM 09/06/2026

Adobe Stock

Foto: Adobe Stock


A queda nas vendas em volume tem se consolidado como uma tendência nos relatórios de desempenho do varejo nos últimos anos. Dados da NielsenIQ mostram que, em 2024, 20% das categorias registraram retração. Em 2025, esse percentual saltou para 50%. O cenário continuou se deteriorando em 2026, quando 70% das categorias apresentaram redução no volume vendido no primeiro trimestre.

 

Segundo a NielsenIQ, a combinação entre inflação acumulada, juros elevados e alto nível de endividamento reduziu a sensação de folga financeira das famílias brasileiras, pressionando o consumo e acelerando a queda dos volumes.

 

Nesse contexto, economizar deixou de ser uma reação momentânea e passou a fazer parte da estratégia permanente dos consumidores. A busca por versões mais acessíveis dos produtos básicos e por opções com atributos premium a preços mais competitivos tem ganhado força. Ao mesmo tempo, relevância, percepção de benefício e conexão com as necessidades do consumidor tornaram-se fatores cada vez mais decisivos. O desafio das marcas já não é apenas disputar espaço dentro de uma categoria, mas conquistar uma parcela maior do orçamento total das famílias.

 

Diante desse cenário, a NielsenIQ identificou cinco forças estruturais que ajudam a explicar a retração dos volumes de consumo.

Endividamento

 

O elevado nível de endividamento tem moldado um consumidor mais seletivo e estratégico em suas decisões de compra. Entre os comportamentos observados estão a fragmentação das compras ao longo do mês, com visitas mais frequentes ao ponto de venda, e um planejamento mais rigoroso antes da compra.

 

A contenção de gastos também se reflete nos indicadores de consumo. Em 2025, 48% das categorias perderam penetração nos lares em comparação com o ano anterior. Além disso, 60% registraram queda na frequência de compra.

 

Estratégias de economia

 

Mais cauteloso, o consumidor tem redefinido não apenas o que compra, mas também como e onde compra. A busca por promoções, embalagens menores, marcas mais acessíveis e canais com melhor relação custo-benefício passou a fazer parte da rotina de consumo de milhões de brasileiros.

 

Novo equilíbrio entre consumo dentro e fora do lar

 

A pressão sobre o orçamento tem impactado especialmente os gastos com alimentação fora de casa. Segundo a NielsenIQ, quase 40% dos lares endividados reduziram esse tipo de despesa.

 

Como consequência, cresce o investimento em soluções que ampliem a praticidade e o entretenimento dentro de casa. Categorias como panelas elétricas, micro-ondas, lava-louças, consoles de videogame, monitores e caixas de som estão entre as beneficiadas por esse movimento.


E-commerce

 

A preferência por atividades realizadas dentro do lar também impulsiona o avanço das compras online. De acordo com a NielsenIQ, 88% dos consumidores já adquiriram bens de consumo rápido pela internet, enquanto 64% afirmam ter substituído compras no varejo físico por aquisições em canais digitais.

 

Novos gastos e repriorização do orçamento

 

A reorganização das despesas familiares também ajuda a explicar a desaceleração do consumo. Segundo a NielsenIQ, a renda média mensal dos brasileiros é de R$ 3.613. Desse total, 21,8% são destinados aos bens de consumo rápido (FMCG), categoria que engloba alimentos embalados, produtos perecíveis, bebidas, doces e snacks.

 

Já despesas com lazer, alimentação fora do lar e delivery representam apenas 8,7% do orçamento, evidenciando um consumidor mais criterioso e atento à distribuição de seus recursos em um cenário de renda pressionada.

COMPARTILHAR
TAGS:Pesquisa, NielsenIQ,Vendas em volume
COMPARTILHAR:

Ícone Notícias relacionadas

Vendas nos super e hipermercados crescemvarejo alimentar

Varejo alimentar cresce 1,6% em maio puxado por alta nos preços, mas volume continua em queda

Adobe Stockvarejo alimentar

Como a automação está valorizando as lojas físicas no varejo alimentar

Gemini_Generated Copa do MundoMundial de futebol

Copa do Mundo deve movimentar R$ 4,3 bi, e quase 70% será no varejo alimentar

Carrinho de supermercado com produtos frescosNielsenIQ

Brasileiros reduzem em quase 3% volume de itens por ocasião de compra no 1º tri

Comentários

Ícone Envie seu comentário

Ícone Siga-nos

Logo SACONTATO@SAMAIS.COM.BR
instagramfacebook4linkedin
Logo Cinva

© Somos uma marca do CINVA (CENTRO DE INTELIGENCIA E NEGOCIOS DO VAREJO - CINVA LTDA). © 2023 SA+ Ecossistema de Varejo. Todos os direitos Reservados