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05/08/2026
GPA 2º tri: Prejuízo cresce e receita cai, mas Ebitda mostra o avanço na recuperação extrajudicial
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 05/08/2026

Foto: Divulgação
O GPA apresentou uma receita bruta de R$ 4,7 bilhões no 2º trimestre. O valor representa uma queda de 7%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a receita líquida ficou em R$ 4,2 bilhões, redução de 9,6%. Os resultados foram divulgados ontem (04), e refletem o momento atual da companhia, que entrou em Recuperação Extrajudicial em março de 2026.
Um dos principais efeitos desse momento recaiu sobre o abastecimento das lojas, resultando no aumento temporário dos níveis de ruptura e, consequentemente, na retração de vendas. A empresa ainda aponta o aumento do endividamento das famílias e taxa de inadimplência, assim como a maior disputa pela renda disponível entre consumo, despesas financeiras e novas categorias de gastos discricionários, como as plataformas de apostas, para esse desempenho.
Outros fatores como o encerramento do Aliados, modelo de negócios B2B, e foco nas operações mais lucrativas também surtiram impacto nas vendas. Além disso, a empresa reduziu em 55% seu Capex, guardando o dinheiro para se estabilizar, ao invés de dar sequência à expansão.
A redução foi sentida por todas as bandeiras, tanto quando
analisadas somente as mesmas lojas, quanto o total:
No canal online as vendas da empresa também apresentaram redução, totalizando R$ 504 milhões (-16,2%). Segundo o GPA, esse resultado se deve à concentração no canal próprio e menor exposição em plataformas de terceiros.
GPA tem aumento de 7,3% no Ebitda
Em movimento contrário, o Ebitda teve alta de 7,3% no período, alcançando um total de R$ 450 milhões. Esse avanço foi impactado principalmente pelo plano de eficiência, responsável por capturar R$ 244 milhões em economia de despesas ao longo do primeiro semestre. A concentração das atividades nas unidades de maior margem também compensou o menor volume de vendas físicas.
Prejuízo do GPA alcança R$ 204 milhões
Todavia, o prejuízo líquido das operações continuadas atingiu R$ 204 milhões no 2º trimestre, alta de 15,5%. Essa alta foi influenciada pela dívida líquida que permanece no patamar de R$ 3,64 bilhões, e coloca o GPA com uma alavancagem de 3,9x.
Apesar do resultado, algumas movimentações recentes envolvendo a empresa mostram um cenário de recuperação. Em um acordo recente com os bancos, o varejista negociou uma redução nas dívidas para R$ 1,18 bilhão após homologação prevista para o 3º trimestre. Assim, o risco de alavancagem cairá para 1,3x.
GPA registra aumento de 475% no prejuízo durante o 1º semestre de 2026
No acumulado do semestre, os resultados do GPA seguiram a mesma lógica do trimestre. O prejuízo líquido avançou significativamente, com aumento 475%, ficando em R$ 1,5 bilhão, entre as operações continuadas.
A receita bruta alcançou R$ 9,5 bilhões (-6,1%) e a receita líquida caiu quase 9%, ficando em R$ 8,6 bilhões.
Já o Ebitda subiu 9,6% finalizando os primeiros seis meses do ano, com R$ 907 milhões.
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