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08/04/2026
O que esperar do trade marketing no 2º trimestre de 2026
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 08/04/2026

Foto: Adobe Stock
Após um 1º trimestre marcado por organização interna e campanhas sazonais como Páscoa e Carnaval, o trade marketing entra no 2º trimestre em um momento de aceleração. Os próximos três meses devem trazer movimentações relevantes para o setor, impulsionadas tanto pelas mudanças estruturais da área quanto por datas comerciais estratégicas — como a Copa do Mundo e as Festas Juninas — que abrem espaço para o varejo alavancar vendas e fortalecer a conexão com o shopper.
Entre as principais tendências para o período, destacam-se:
Impacto > Presença
Mais do que garantir presença física no ponto de venda, o sucesso do trade marketing passa a ser medido pelo impacto gerado. Sell out, conversão e experiência de compra ganham protagonismo, substituindo métricas tradicionais como número de lojas atendidas ou volume de materiais implementados. A lógica deixa de ser “estar em todos os lugares” para “fazer diferença onde realmente importa”.
Trade marketing como construtor de confiança e expectativa
Especialmente no e-commerce e nos ambientes omnichannel, a coerência entre discurso, execução e experiência torna-se decisiva na jornada de compra. Não basta comunicar bem, é preciso entregar o que foi prometido. Nesse contexto, o trade marketing assume um papel estratégico na construção de confiança, alinhando expectativa e realidade em todos os pontos de contato com o consumidor.
A evolução do promotor de vendas
O promotor de vendas deixa de ser apenas um executor operacional e passa a atuar como um agente estratégico no campo. Cada vez mais, esses profissionais precisam dominar dados, interpretar o comportamento local e contribuir com insights relevantes.
Investir na capacitação e gestão desses talentos será essencial para potencializar resultados. Promotores bem-preparados conseguem negociar melhor com o varejista, adaptar a execução às especificidades de cada loja e retroalimentar a estratégia com informações valiosas do ponto de venda.
Estratégia > Volume
Com maior disponibilidade de dados e ferramentas analíticas, o trimestre abre espaço para revisitar campanhas anteriores, identificar aprendizados e priorizar ações que realmente geram resultado. A presença no PDV deixa de ser um fim em si mesma e passa a ser consequência de decisões estratégicas mais criteriosas.
O foco agora está em relevância, eficiência e precisão: fazer menos, porém melhor e com maior impacto no resultado final.
Datas importantes
O 2º trimestre também será impulsionado por eventos de grande apelo comercial:
Copa do Mundo: O torneio começa oficialmente em 11 de junho, com a estreia do Brasil dois dias depois. Esse período inicial é especialmente crítico para o varejo, já que concentra alta expectativa e engajamento do público. A comunicação em loja, ativações temáticas, ambientação e disponibilidade de produtos adequados podem ser determinantes para impulsionar a conversão de torcedores e shoppers em geral. Categorias como bebidas, snacks, eletrônicos e itens para socialização tendem a ganhar destaque.
Festas Juninas: Embora as celebrações ocorram principalmente em junho, o planejamento e a execução no varejo começam semanas antes. Trata-se de uma das datas mais relevantes para categorias sazonais como alimentos típicos, bebidas, decoração e vestuário. Estratégias como cross merchandising, criação de espaços temáticos e kits promocionais podem aumentar o ticket médio e estimular compras por impulso.
De forma geral, o 2º trimestre deve consolidar um trade marketing mais estratégico, orientado por dados e centrado na experiência do shopper. Mais do que executar, o desafio será interpretar, adaptar e gerar valor real em cada ponto de contato.
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