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14/09/2026
Gestão de hortifrúti: os desafios do suprimento no varejo
POR Reportagem SA+ Conteúdo
Publicado em:

A gestão de produtos frescos representa um dos maiores desafios operacionais do varejo alimentar. Diferente das mercadorias industrializadas, que possuem longa vida útil e previsibilidade de estoque, o setor de hortifrúti opera sob uma dinâmica extremamente sensível, em que qualquer oscilação na cadeia de suprimentos pode resultar em desabastecimento ou em altos índices de perda.
Para manter as gôndolas abastecidas diariamente com alimentos de qualidade, as grandes redes varejistas dependem de uma arquitetura logística complexa e de estratégias de suprimento que vão muito além da simples negociação de valores.
O equilíbrio entre consistência e preço
No mercado de produtos frescos, o custo de aquisição é uma variável crítica, mas que não pode ser analisada de forma isolada. Ofertas com preços excessivamente baixos, mas sem garantia de padronização, tendem a gerar altos custos ocultos por meio do desperdício nas lojas e da rejeição pelo consumidor. A prioridade central dos compradores do setor é a consistência: a capacidade de o fornecedor entregar o volume e a qualidade exigidos de forma contínua durante todo o período contratado.
O impacto do clima e a gestão da sazonalidade
A sazonalidade exige um planejamento detalhado e antecipado. Contudo, o aumento na frequência de eventos climáticos extremos — como secas prolongadas, chuvas intensas e variações bruscas de temperatura — introduziu um nível elevado de incerteza no campo. Para mitigar os riscos de escassez e alta repentina de preços, o varejo precisa diversificar geograficamente suas fontes de suprimento, mantendo redes de apoio em diferentes regiões agrícolas.
A busca por alimentos de origem local tem crescido continuamente. O abastecimento regional oferece produtos mais frescos, encurta as cadeias logísticas e permite responder com rapidez às preferências da comunidade. No entanto, para garantir a oferta ininterrupta de determinados itens ao longo de todo o ano, a integração com cadeias internacionais de importação continua sendo indispensável para cobrir os períodos de entressafra.
Rastreabilidade e Parcerias Estratégicas
A transparência tornou-se um pilar fundamental na relação com o consumidor. O monitoramento de toda a jornada do alimento, desde o cultivo e o uso de insumos até o transporte e a chegada ao ponto de venda, é essencial para garantir a segurança alimentar.
Nesse cenário dinâmico, a eficiência da operação depende da maturidade da relação entre varejistas e produtores. Além de competitividade financeira, o setor exige comunicação rápida sobre imprevistos na colheita, capacidade logística e alinhamento com os padrões de exigência do mercado. O principal desafio para os próximos anos será consolidar práticas cada vez mais sustentáveis e rastreáveis sem comprometer o acesso do público a alimentos frescos e com preços acessíveis.
Fonte: ISN Magazine
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