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18/07/2026
Quase 2 em cada 10 usuários de canetas emagrecedoras deixaram de priorizar gastos em supermercados
POR Barbara Fernandes
EM 03/06/2026

Segundo pesquisa da NielsenIQ, 46% dos consumidores aumentaram o consumo de suplementos após o uso das canetas emagrecedoras. O fato chama a atenção para a importância de incluir essa seção no PDV. Foto: Adobe Stock
A febre das canetas emagrecedoras segue a todo vapor, e cada vez mais estudos de mercado mostram seu impacto no varejo alimentar. É o caso do levantamento da NielsenIQ em 2026, que mostra que 16,4% dos usuários de medicamentos à base de GLP-1 deixaram de priorizar os gastos em supermercados.
O alto preço dos medicamentos é um dos principais motivos para 84%. Para se ter uma ideia, 62,7% gastam entre R$ 801 até mais de R$ 1.200 por mês com as canetas.
As bebidas alcoólicas aparecem em primeiro lugar entre as categorias que os consumidores afirmam ter deixado de comprar e consumir. Logo depois, estão as indulgências e bebidas não alcoólicas.
Itens básicos, de limpeza e de higiene pessoal também são afetados, com uma parte dos usuários diminuindo a frequência de consumo e compra nos supermercados.
Ao mesmo tempo, itens saudáveis têm ganhado espaço. Enquanto chocolates e doces, snacks, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas seguem em queda; proteínas animais, FLV, suplementos e itens ricos em proteínas crescem.

Com novo medicamento brasileiro, penetração das canetas emagrecedoras deve crescer nos próximos meses
Segundo a pesquisa, 5% dos lares brasileiros já fazem uso de medicamentos da classe GLP-1. Dos que nunca usaram, 26% demonstram interesse, mas apontam eventuais efeitos colaterais e preço elevado como principais barreiras de adoção. Porém, um desses impedimentos pode ser reduzido em breve.
Isso porque ontem foi anunciado o Ozivy, a primeira caneta brasileira de semaglutida, que vai custar a partir de R$ 452, aproximadamente a metade do preço de outros medicamentos populares do mercado.
Segundo a farmacêutica EMS, responsável pelo remédio, além do preço unitário haverá um combo kit com condições ainda mais atrativas para os três primeiros meses de uso. Com ele, doses suficientes para 90 dias vão custar R$ 863,23, o que equivale a um custo mensal de R$ 287 nas doses iniciais.
O remédio, que pertence à farmacêutica EMS, chega ao mercado no dia 15 de junho e deve acelerar a penetração das canetas entre os consumidores brasileiros. Sendo assim, tudo sugere que nos próximos meses o varejo alimentar sinta ainda mais o impacto já exacerbado pela pesquisa da Nielsen nas vendas.
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Barbara Fernandes
Repórter








