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Varejo brasileiro enfrenta prejuízo bilionário com desperdício de perecíveis e falta de previsibilidade

POR Ismael Jales

EM 10/04/2026

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Foto: Adobe Stock

O desperdício de alimentos está se tornando um gargalo crítico para a rentabilidade no varejo alimentar. É o que mostra o novo estudo global "Making the Invisible Visible", conduzido pela Avery Dennison, ao qual a SA+ Conteúdo teve acesso. As ineficiências na cadeia de suprimentos, especialmente em categorias como carnes, produtos frescos e padaria, geram um custo anual de US$ 540 bilhões em valor perdido.

Com a inflação dificultando a previsão de demanda, o relatório revela que o desperdício hoje equivale a 1/3 da receita das empresas da cadeia. Esse cenário força o varejo a buscar tecnologias de identidade digital para recuperar margens e garantir a resiliência do negócio até 2030.


O cenário brasileiro


O Brasil foi selecionado como um dos sete mercados estratégicos para a pesquisa, ao lado de potências como EUA, China e Japão. Ao todo, 3.500 executivos foram ouvidos e os resultados para o mercado nacional preocupam. O estudo destaca que o Brasil é um dos países onde a inflação mais castigou a previsibilidade, pois a volatilidade econômica torna quase impossível prever a demanda com precisão.

Nesse contexto, o excesso de produtos perecíveis na gôndola acaba em descarte e drena a margem de lucro. No Brasil, 49% dos líderes afirmam que o custo do desperdício subiu nos últimos três anos.

O relatório faz ainda uma projeção ousada: até 2030, o valor total do desperdício na cadeia de suprimentos poderá superar o PIB de grandes economias, incluindo o Brasil.

O estudo aponta que o varejo é o elo que mais sofre a pressão no país. Se de um lado a indústria produz e precisa escoar, do outro o consumidor está mais atento a preços e frescor. No meio dessa balança, o varejista arca com o prejuízo da invisibilidade sobre suas próprias perdas.


Tecnologia como solução


O estudo aponta que o desperdício deve deixar de ser visto como um custo inevitável para ser tratado como um ativo inexplorado. A solução central proposta é o uso de identidade digital para eliminar os pontos cegos da operação.

O relatório recomenda o uso de sensores para identificar lacunas de visibilidade e entender exatamente onde a perda ocorre. Esses dados podem alimentar modelos de IA para previsões de demanda mais precisas e gestão eficiente de inventário. Outra estratégia é a adoção de materiais que retardam o amadurecimento e reduzem a exposição ao etileno, o que pode mitigar o desperdício entre 25% e 26%.

Como cases de sucesso, o estudo cita os americanos Kroger e Walmart. O último expandiu o uso de etiquetas inteligentes especificamente na padaria e em itens de validade curta. A tecnologia permite aplicar descontos dinâmicos em produtos perto do vencimento de forma automatizada, reduzindo drasticamente o descarte operacional.

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TAGS:Pesquisa, Desperdício, Prevenção de Perdas,Avery Dennison
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