01/05/2026
Atacarejos de pequeno porte seguem as grandes marcas e se espalham pelos bairros
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 05/09/2022
Foto: Atacarejo
A alta dos preços dos alimentos tem feito o consumidor optar por realizar duas compras nos atacarejos. De olho neste movimento, os pequenos atacarejos estão investindo em abertura de lojas em bairros de grandes cidades. Um exemplo desse movimento é JMW Foods que resolveu dar um “upgrade” no próprio negócio: de distribuidora de alimentos resolveu investir em um atacarejo. Foi uma mudança motivada pela pandemia de covid-19, de acordo com a empresa, buscando ampliar os horizontes e encontrar novos consumidores.
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Assim como a JMW Food, outros pequenos atacarejos estão abrindo as portas em áreas não tradicionais para o modelo de negócio. Se no passado os endereços das redes como Assaí, Atacadão, Roldão e Makro estavam localizados em áreas mais afastadas, como em rodovias e próximos a trevos de cidades, agora os autosserviços começam a se instalar mais perto da casa dos clientes, em regiões de maior densidade populacional e em bairros de diferentes poder aquisitivo.
Segundo fontes, os pequenos devem ganhar mercado principalmente nas regiões menores onde as redes não têm atratividade para investir em novas lojas.
Além disso, o segmento vem se sofisticando: um sinal forte dessa tendência é o movimento de sofisticação empreendido pelo Assaí nas lojas que a rede comprou do Extra Híper, bandeira que o Grupo Pão de Açúcar (GPA) resolveu desativar.
Segundo dados de NielsenIQ, este ano o atacarejo já atinge 67% dos lares brasileiros, um incremento de cinco pontos porcentuais desde 2019. Neste mesmo período, pré-pandemia, a utilização do serviço de hipermercados no mercado nacional caiu quatro pontos percentuais, chegando a 42% este ano.
De acordo com o consultor de varejo Eugênio Foganholo, sócio da Mixxer Desenvolvimento Empresarial, novas marcas de atacarejo estão captando o público antes fiel ao modelo de supermercado. Agora, as pessoas estão disposta a abrir mão da experiência de compras pela economia no preço da nota no final. Esse é um movimento que já vem acontecendo há algum tempo.
Otimista com o segmento, a JWM Foods, depois de ampliar o tamanho da primeira loja e aumentar as vendas em 40% nos últimos seis meses, agora vai inaugurar uma segunda unidade em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo.
Quem também acompanha de perto essa mudança é o Assaí. No ano passado, a companhia comprou 71 lojas da bandeira de hipermercados Extra e se prepara para chegar em regiões onde o preço dos terrenos costuma ser mais caro.
Para agradar e fidelizar os consumidores, as empresas têm ampliado os serviços disponíveis, introduzindo espaços para padarias e açougues, além de ampliar o “mix” de produtos ofertados nas lojas. Nas futuras unidades da rede do Assaí, principalmente nos endereços em áreas nobres das cidades, até o número de rótulos de vinho da adega foi ampliado para atrair os clientes.
Essas facilidades, no entanto, podem afetar o principal diferencial competitivo dos atacarejos, que costumam ofertar preços mais baixos justamente por ter operações mais enxutas. “Quanto mais serviços, maior é a despesa operacional e menor o desconto nos produtos”, avalia Foganholo.
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