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27/04/2026
Os reflexos do desempenho do Carrefour globalmente no atacarejo brasileiro
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 27/04/2026

Foto: Adobe Stock
A divulgação dos resultados globais do Carrefour, referente ao 1º trimestre de 2026 serviu como um termômetro inesperado para o varejo alimentar no Brasil. Ao cruzar os dados globais, o Bradesco BBI identificou que o cenário para as operações locais, especialmente para o Assaí, permanece em uma zona de cautela.
O diagnóstico aponta que o setor de atacarejo ainda enfrenta ventos macroeconômicos contrários, com o mercado monitorando de perto como a baixa renda disponível das famílias impacta o volume de compras nas gôndolas brasileiras.
O desafio das vendas e o fator inflacionário
A expectativa para este início de ano é de uma dinâmica de vendas no conceito "mesmas lojas" ainda fragilizada, com uma queda estimada de 0,5% no comparativo anual para o Assaí. Segundo os analistas do BBI, esse desempenho é um reflexo direto de um cenário macroeconômico pressionado.
Embora exista uma expectativa de que a inflação de alimentos volte a subir, trazendo um alívio nominal para o faturamento das varejistas, esse efeito só deve ser sentido de forma concreta a partir do 2º trimestre, deixando o primeiro período do ano em um hiato de crescimento acelerado.
Resiliência operacional frente à concorrência
Apesar dos números discretos, o Assaí deve demonstrar uma resiliência superior à média do mercado. As projeções indicam que a companhia conseguirá entregar resultados melhores que seu principal concorrente, o Atacadão, pelo 2º trimestre consecutivo.
Em termos consolidados, o banco estima um crescimento de 1,8% na receita líquida. Esse avanço, mesmo moderado, reforça a capacidade da empresa em navegar períodos de baixa demanda, mantendo uma performance relativa mais robusta que os demais players do setor de varejo alimentar.
Eficiência financeira e o impacto dos créditos tributários
Um dos pontos centrais para o balanço que será divulgado no dia 28 de abril é a distorção positiva causada pela monetização de cerca de R$ 300 milhões em créditos de PIS/COFINS. Esse movimento contábil deve ser o grande motor para a redução da alavancagem da companhia no trimestre.
Além disso, ao ajustar os números para excluir efeitos extraordinários, nota-se uma expansão sutil na margem bruta, impulsionada pela maturação das lojas convertidas recentemente e por um controle rigoroso de despesas, que seguem crescendo abaixo do índice inflacionário, preservando a rentabilidade final.
Fonte: Infomoney
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