ÚLTIMAS NOTÍCIAS
23/02/2026
Indulgências contribuem para elevar margens de lucro do varejista
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 19/04/2022
Mesmo com a queda do poder de compra de boa parte dos brasileiros, as indulgências continuam sendo valorizadas. Se por um lado o tíquete médio da cesta do shopper caiu, a importância de pequenos prazeres aumentou. Parece contraditório, mas especialistas explicaram o comportamento durante as palestras do Fórum Nacional de Integração Indústria e Varejo, promovido pela SA Varejo.
Caio Cesar Lira de Souza, vice-presidente Canal Off Trade da Ambev, ressaltou que as indulgências não precisam ser grandes compras. “Incertezas econômicas levam o shopper a adotar pequenos luxos. Após dois anos de pandemia, os consumidores buscarão novas e exclusivas experiências. As pessoas estão se permitindo e querem se presentear, ainda que sejam presentes de pouco valor. Acreditamos que isso continue independente do posicionamento da economia porque os extremos estão muito bem definidos hoje. O volume de nossas marcas premium não perde força nem na pandemia”, revelou.
Prova disso é que a categoria de biscoitos e chocolates, por exemplo, cresceu, em 2021, 15%, faturando 32 bilhões de reais, de acordo com dados da Euromonitor. “São categorias que vem crescendo e têm alta penetração nos lares porque os consumidores procuram indulgências para relaxar no final do dia. São categorias que entregam isso, continuam crescendo mesmo pós-pandemia e que são rentáveis para o negócio, além de expansivas, pois quanto mais se compra, mais consome”, destacou Adriana Donelian, diretora de vendas - Canal Moderno da Mondelez Brasil.
O retorno das atividades presenciais também reforça o consumo de categorias como snacks e biscoitos, seja para levar um lanche ao trabalho ou escola, ou para entreter as crianças. De acordo com o relatório State of Snacking 2020/2021, 77% das pessoas pesquisadas declararam que os snacks ajudam a aliviar o stress. “Snacks tem potencial de crescimento. Na gôndola precisa facilitar a jornada desse consumidor, pois, quando organiza essa gôndola de forma a dar visibilidade para esses segmentos, você educa o shopper e aumenta o ticket. Nossa recomendação é dividir a gôndola por segmentos, iniciando pela mais premium”, acrescenta Adriana.
Ricardo Alexandre Sabatine, diretor nacional de vendas da Heineken, reforçou a questão da indulgência, mesmo com a expectativa de alguns anos para o consumidor recuperar a renda pré-pandemia. “O shopper quer uma cerveja premium como recompensa depois de um longo dia de trabalho ou para socializar com os amigos. Em cada ocasião de consumo, há um repertório. Este é um segmento de alto valor que garante a melhor margem, o que todo varejista quer. O shopper com uma menor renda também quer marcas que considera melhores e mais confiáveis, dando mais valor à elas em detrimento do preço”, enfatizou.
Notícias relacionadas
ReinauguraçãoNicolini planeja reinauguração de unidade após reformas
Retail MediaVarejo Ads instala 50 telas digitais em lojas OXXO em São Paulo
ExpansãoIquegami planeja chegada a Barretos (SP)
Expansão







