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WhatsApp no trabalho: saiba usar sem correr riscos

POR Reportagem SA+ Conteúdo

Publicado em:

O WhatsApp é a plataforma preferida de milhões de brasileiros para se comunicar diariamente com amigos, parentes e, claro, clientes e colegas de trabalho. No mundo corporativo, é evidente que o aplicativo tem agilizado a comunicação, no entanto é preciso cuidado no uso para que um erro não comprometa a imagem do profissional junto à instituição, clientes ou colegas de trabalho. O alerta é do professor Roberto Aylmer, da Fundação Dom Cabral.

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Segundo o especialista em gestão estratégica de pessoas, apesar de ser uma das ferramentas mais utilizadas atualmente, o mercado de trabalho aderiu a essa tecnologia há pouco tempo e, com isso, ainda existe o risco de cometer alguns deslizes e excessos que deixam o profissional vulnerável.

Normalmente, as pessoas participam de diversos grupos e recebem via WhatsApp um fluxo grande de mensagens. Nesse cenário, lembra o professor, uma mínima distração pode provocar erro irreparável. “O uso contínuo pode causar ansiedade e até mesmo confusão. O aplicativo não tem limite de horário, e receber novas mensagens a qualquer momento deixa o cérebro sempre em alerta, sem descanso”, analisa Roberto Aylmer.

De acordo com o professor,  assim como o e-mail, que chegou para inovar e melhorar o fluxo do trabalho exigindo que as empresas criassem regras para se adaptar, o WhatsApp também necessita desse cuidado com a nova linguagem trazida pelo recurso. “Existe uma série de recomendações sobre como deve ser utilizado o grupo de WhatsApp do trabalho. É preciso tomar muito cuidado com as informações trocadas, especialmente ao falar de temas sigilosos ou questionar a política da empresa”, recomenda.

Seja direto e profissional

Ao escrever uma mensagem, o profissional deve ser direto e objetivo, pois cada interlocutor pode interpretar de uma maneira. Quanto maior a clareza, menor o risco de ser mal-interpretado. Aylmer não recomenda tomar decisões importantes nos grupos de WhatsApp. Segundo o professor da Fundação Dom Cabral, qualquer problema com o chefe ou com o trabalho deve ser resolvido pessoalmente. Outra lembrança importante é o profissional não se comunicar com o grupo do trabalho da mesma forma como faz no grupo de amigos. “Algumas pessoas perdem a noção, postando assuntos pessoais e piadas fora de hora que prejudicam sua reputação. Não saber analisar o risco indica que a pessoa não tem maturidade de pensamento”, avisa Aylmer.

Outro “perigo” que ronda o WhatsApp é o compartilhamento de notícias. Estudo realizado em 37 países pelo Digital News Report revelou que 48% dos brasileiros consultados afirmaram usar o aplicativo de mensagens para ter acesso a conteúdo jornalístico. Em tempos de fake news, Aylmer observa que compartilhar notícias sem se certificar de sua veracidade pode arranhar a imagem diante da equipe e da empresa na qual o profissional trabalha.

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TAGS:WhatsApp, Tecnologia, Gestão, Comunicação, Mundo Corporativo
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