22/04/2026
A convergência dos gigantes: Walmart vs. Amazon
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 22/04/2026

Foto: Divulgação
O varejo norte-americano tem presenciado uma verdadeira guerra de gigantes nos últimos tempos. De um lado o Walmart, que ocupou o posto de maior empresa do mundo em termos de faturamento por 10 anos; e do outro a Amazon, que ultrapassou o varejista no último ano com um aumento de 12,4% em suas vendas líquidas.
Essa corrida entre as empresas tem influenciado as inovações e estratégias logísticas, fazendo com que cada uma adotasse algumas das estratégias que estão dando certo para a outra.
No caso do Walmart, maior varejo alimentar do mundo com cerca de 4.600 lojas, o foco tem sido conseguir oferecer a mesma gama de produtos que a Amazon possui, junto com a velocidade de entrega de itens essenciais do dia a dia.
Além disso, recentemente o Walmart começou a testar uma iniciativa para armazenar mercadorias de terceiros, vindas de seu marketplace, nos estoques internos de alguns de suas lojas. A estratégia permite disponibilizar uma seleção maior de produtos com velocidades de entrega ultrarrápidas.
A iniciativa também se conecta a dois projetos de longo prazo da empresa: reformulação das lojas e a automação da cadeia de suprimentos. No primeiro caso, os novos modelos de loja incluem áreas maiores dedicadas ao atendimento de pedidos de e-commerce. No segundo, centros de distribuição com inteligência artificial organizam os produtos antes de serem enviados às lojas, permitindo que paletes sigam diretamente do caminhão para as prateleiras para reposição.
Ambas as iniciativas criam espaço adicional para armazenar e enviar produtos vendidos por vendedores do Walmart Marketplace — e mais vendedores tornam a empresa ainda mais semelhante à Amazon.
O Walmart dominou o varejo físico com alta variedade de itens sob o mesmo teto, localizados a uma curta distância de 95% da população dos Estados Unidos. Já a Amazon domina o e-commerce graças à força de sua plataforma e à sua capacidade logística, permitindo oferecer milhões de itens únicos em um único marketplace.
Aqui no Brasil, a corrida entre o varejo tradicional e os marketplaces também segue forte, e apesar de ainda afetar mais significativamente setores como o da tecnologia, beleza e vestimentas, o varejo alimentar também é impactado. E a tendência é que cada dia isso se torne mais significativo. Exemplo disso é o Amazon Go, que chegou no País no último mês com entregas de até 15 minutos de itens de mercearia, cuidado pessoal, limpeza, frescos e congelados.
Em suma, as duas empresas correm para integrar o melhor do varejo digital e presencial, tentando se tornar completas antes que a rival o faça primeiro.
Fonte: Sempaywall
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