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Café, pimentão e chocolate lideraram altas em 2025, apesar de inflação mais baixa dos alimentos

POR Reportagem SA+ Conteúdo

EM 16/01/2026

café

Foto: Adobe Stock


Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes a 2025 indicam desaceleração da inflação no grupo de alimentos e bebidas, que acumulou alta de 2,95% no ano.


Apesar do resultado mais moderado, alguns produtos registraram aumentos expressivos, com impacto direto no orçamento doméstico e nos hábitos de consumo.


O café moído apresentou a maior variação de preço no período, com alta acumulada de 41,84%. O produto tem peso relevante no consumo das famílias e costuma apresentar menor sensibilidade à variação de preços, o que contribui para a manutenção da demanda mesmo em cenários de encarecimento.


A elevação foi associada à redução da oferta causada por condições climáticas adversas em regiões produtoras e à valorização do grão no mercado internacional, parte da qual foi repassada ao mercado interno.


Na sequência, o pimentão registrou aumento de 29,93% no ano. A variação reflete a sensibilidade da produção de hortaliças às condições climáticas e aos custos logísticos, fatores que contribuem para oscilações mais intensas ao longo do tempo.


Os chocolates também apresentaram alta de 27,84%, influenciada pela valorização do cacau no mercado externo e pelo aumento dos custos industriais.


Outros itens de consumo frequente, como ovos, carnes, leite e derivados, também tiveram reajustes ao longo do ano. Frutas e hortaliças, entre elas laranja, abacate, cebola e tomate, apresentaram variações em diferentes momentos, contribuindo para a percepção de inflação persistente entre os consumidores.


Em sentido oposto, produtos básicos como arroz, feijão-preto, batata-inglesa e leite longa vida registraram queda de preços em 2025. Esses movimentos ajudaram a conter o índice geral do grupo de alimentos, evitando uma inflação mais elevada.


Analistas apontam que a composição da inflação tem papel central na percepção do consumidor. Mesmo com índices agregados mais controlados, aumentos concentrados em produtos de consumo cotidiano tendem a reforçar a sensação de perda de poder de compra e a influenciar decisões de consumo.


Como resposta, observa-se maior busca por substituições, planejamento das compras e comparação de preços. O cenário também tem levado varejistas e indústrias a ajustar estratégias, com ampliação de marcas próprias, embalagens menores e promoções voltadas a itens essenciais.


Fonte: Jornal do Brás

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TAGS:Consumo, IBGE, Pesquisa
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