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03/07/2026
Consumo nas periferias impulsiona inovação e fortalece mercado de bebidas prontas
POR Reportagem SA+ Conteúdo
EM 03/07/2026

Foto: Divulgação
Mais de 17 milhões de pessoas vivem em cerca de 6.000 comunidades espalhadas pelo Brasil. Com renda média mensal de R$ 3.036 por habitante, esse público movimenta um potencial de consumo estimado em R$ 167 bilhões por ano, segundo os estudos Tracking das Favelas, realizado pelo NÓS (Novo Outdoor Social).
Além da força econômica, os dados revelam mudanças no comportamento do consumidor. Guiado pelo pertencimento cultural, pela praticidade e pela digitalização, esse público tem influenciado as estratégias de grandes marcas e impulsionado o desenvolvimento de produtos mais alinhados à realidade desses territórios.
O estudo "Um País Chamado Favela", do Instituto Data Favela em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA), mostra que praticidade, qualidade e identificação cultural estão entre os principais fatores que orientam a decisão de compra.
No setor de bebidas, essa tendência se reflete no crescimento da categoria de bebidas prontas para beber (ready to drink, ou RTD), que acompanha hábitos de consumo coletivo cada vez mais presentes entre os brasileiros. Segundo a Euromonitor International, a produção nacional de RTDs deve crescer 27,8% até 2029, passando de 178,9 milhões de litros, em 2024, para 228,6 milhões.
Nesse contexto, ganham espaço produtos voltados ao consumo compartilhado. Um exemplo é o Corote Combo, linha de coquetéis alcoólicos gaseificados inspirada nos populares "copões", desenvolvida para atender ocasiões de socialização e ampliar as possibilidades de consumo. Segundo Rafael Henrique Martinez, supervisor de marketing da Missiato Indústria e Comércio Ltda, o Corote Combo nasceu a partir da observação de comportamentos reais do mercado. A proposta foi reunir praticidade, variedade de sabores e um formato pensado para momentos de socialização, características que aparecem de forma recorrente nas pesquisas sobre hábitos de consumo atuais", afirma.
As periferias brasileiras consolidam seu protagonismo no consumo ao influenciar hábitos, tendências e decisões de compra. Conectadas e cada vez mais relevantes para as marcas, as comunidades ajudam a definir o que ganha espaço nas prateleiras do país.
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