GPA aposta em "fazer o básico bem-feito" e corta 25% da sede corporativa para acelerar recuperaçãoSA+ Ecossistema de Varejo

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Ypê explica como supermercadistas devem proceder no PDV após restrição da Anvisa a lotes específicos

19/05/2026

NEWSLETTER

GPA aposta em "fazer o básico bem-feito" e corta 25% da sede corporativa para acelerar recuperaçãoSA+ Ecossistema de Varejo


SA+

SA+ Aconselhamento

SA+ Educação

SA+ Trade

SA+ Internacional

SA+ Tech

SA+ Relacionamento

SA+ Conteúdo

SA+ Inteligência

SA+ Branded Content

Voltar para a página inicial

Home

Acesse todas as notícias

Notícias

Navegue pelas categorias do Solução Sortimento

Solução Sortimento

Acesse nossa seção Prateleira

Prateleiras

Navegue por todas as edições

Revistas

Gestão e negóciosGPA1T26Resultados 1T26

GPA aposta em "fazer o básico bem-feito" e corta 25% da sede corporativa para acelerar recuperação

POR Barbara Fernandes

EM 19/05/2026

Pão de Açúcar Roberto Marinho fachada

Foto: Divulgação 

 

A diretoria do GPA aproveitou a teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) para detalhar os bastidores da reestruturação. Além dos números financeiros já divulgados, o CEO Alexandre Santoro e o CFO Pedro Albuquerque discutiram sobre as estratégias operacionais em curso, que incluem o combate a obsolescências tecnológicas e o ajuste de uma estrutura logística que ainda carregava o peso dos antigos hipermercados.

 

Um dos pontos de maior destaque foi o diagnóstico crítico sobre a infraestrutura de TI. Santoro revelou que a companhia ainda operava com sistemas antigos. "O GPA deve ser uma das únicas ou poucas empresas onde ainda existe um mainframe aqui dentro. Isso obviamente não é a coisa mais eficiente do mundo, gera um custo muito alto", afirmou o CEO, explicando que essa estrutura impedia a agilidade no desenvolvimento de novos aplicativos e soluções.

 

Além disso, a gestão administrativa passou por um processo rigoroso. Santoro confirmou que a sede corporativa foi reduzida em cerca de 20% a 25% em relação ao início do ano para se adequar à nova realidade da empresa.

 

Segundo ele, ainda há muitos desafios pela frente, mas a companhia reúne atributos necessários para voltar a evoluir de forma consistente ao longo dos próximos anos: "O lema aqui é fazer o básico bem-feito. Estamos construindo bases sólidas para o futuro, com mais disciplina financeira, simplificação na questão operacional e foco maior no cliente e uma cultura orientada à execução.”

 

Outro ponto importante levantado por Santoro diz respeito à malha logística, especialmente no Nordeste e no Centro-Oeste. O CEO explicou que o GPA ainda pagava por estruturas dimensionadas para uma escala que não existe mais após a saída do segmento de hipermercados. "A logística foi criada em cima disso e hoje em dia não tem mais as lojas", pontuou, destacando a estratégia de renegociar contratos de imóveis não operacionais que ainda geravam custos de aluguel, segurança e IPTU.

Todas essas movimentações fazem parte de um bloco de ações de eficiência e simplificação que visam uma "limpeza administrativa" para tornar a gestão do Grupo mais ágil, rentável e condizente com o perfil das principais marcas (proximidade e supermercados premium).

Execução na ponta e apoio de fornecedores

 

Apesar do ambiente de consumo desafiador e da deflação em itens de mercearia, a administração reforçou o aumento nas vendas em mesmas lojas, impulsionadas principalmente pelo segmento de perecíveis e experiência direta no PDV. Para Santoro, a recuperação da confiança do cliente acontece no dia a dia: "É na loja que o nosso cliente decide voltar, que a confiança é construída e que o GPA vai continuar evoluindo todos os dias."

 

No campo financeiro, o CFO Pedro Albuquerque agradeceu o "apoio dos credores , fornecedores e todo o time que suportou a operação no período da RE”, comentou. 

 

O CFO também reforçou os impactos esperados após a conclusão do plano de recuperação extrajudicial, reequilíbrio do perfil de endividamento e necessidade de caixa prevista para os próximos anos.

 

“Quando Santoro e eu chegamos no GPA, tínhamos a previsão de desembolso de aproximadamente R$ 5,2 bilhões nos próximos 2 anos. A conclusão da recuperação extrajudicial reduzirá esse montante para cerca de R$ 700 milhões, dos quais aproximadamente R$ 300 milhões deverão ser endereçados com recursos da venda da FIC, nos termos do plano da RE.”

 

O executivo também relembrou que o prazo médio da dívida deverá passar de 2,1 para 6,4 anos, e estima uma redução no custo médio da dívida CDI para 0,5% ao ano. “Adicionalmente a descompressão de fluxo de caixa, a dívida líquida financeira da companhia poderá ser reduzida para R$ 822 milhões, o que representaria uma alavancagem financeira de 0.9 vezes, considerando o 1T26”, complementou.

 

“Essa nova estrutura de dívida pecuniária e fluxo de pagamento possibilitam a continuidade da execução do turnaround já em curso, além de permitir endereçamento de demais passivos”, explicou Albuquerque.

 

Estratégias por bandeira

 

Sobre o futuro das marcas, os executivos reforçaram o posicionamentos e principais estratégias:

 

  • Pão de Açúcar: Seguirá focado em saudabilidade, conveniência e sortimento premium, com destaque para as marcas próprias e perecíveis;


  • Extra Mercado: Continuará em processo de revisão de sortimento e gestão de categorias. Perecíveis continuam puxando o crescimento das vendas com aumento superior as demais categorias;


  • Proximidade: Terá um projeto de revisão logística e de sortimento para superar os desafios específicos desse formato.


1T26 foi o momento de reorganização, estabilização e definição de prioridades para o GPA


A teleconferência deixou claro que, para a gestão, o primeiro trimestre de 2026 foi um período de "arrumar a casa". Como resumiu Santoro, a meta é "trazer estabilidade, clareza de prioridades e direção" para que o resultado financeiro seja uma consequência natural da eficiência operacional. 

“Conseguimos avançar rapidamente numa negociação complexa, preservando a operação, o relacionamento com os fornecedores e a experiência na ponta para os nossos clientes. Ainda há etapas pela frente, incluindo a própria homologação final dessa recuperação, mas entendemos que demos um passo importantíssimo na reorganização da companhia.”, concluiu o CEO.

 

COMPARTILHAR
TAGS:Gestão e negócios,GPA,1T26,Resultados 1T26
COMPARTILHAR:

Ícone Notícias relacionadas

CarrefourGestão e negócios

Maior varejo alimentar do Brasil dá um novo passo para integrar operação administrativa do Carrefour com o Atacadão

iFood busca crescer com vendas de supermercado após aquisição de 5% da DakiGestão e negócios

iFood busca crescer com vendas de supermercado após aquisição de 5% da Daki

Grupo Amma - Amma Atacadistagestão de categorias

Grupo Amma amplia em 50% oferta de produtos naturais e funcionais e vê crescimento de até dois dígitos

1716315037473-grupo-mateusGrupo Mateus

Grupo Mateus foca no Atacarejo 2.0 e na eficiência para rentabilizar operação

Barbara Fernandes

Repórter

Comentários

Ícone Envie seu comentário

Ícone Siga-nos

Logo SACONTATO@SAMAIS.COM.BR
instagramfacebook4linkedin
Logo Cinva

© Somos uma marca do CINVA (CENTRO DE INTELIGENCIA E NEGOCIOS DO VAREJO - CINVA LTDA). © 2023 SA+ Ecossistema de Varejo. Todos os direitos Reservados