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27/10/2026
Grupo Dia solicita encerramento antecipado de recuperação judicial
POR Reportagem SA+ Conteúdo
Publicado em:

Foto: Divulgação
O Grupo Dia, controlado pelo empresário Nelson Tanure, protocolou junto à 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo um pedido para o encerramento antecipado de sua recuperação judicial. A empresa sustenta que já cumpriu todas as obrigações do plano com vencimento até outubro de 2026, atingindo o escopo de renegociação previsto para o período de fiscalização judicial de dois anos.
De acordo com o relatório da administradora judicial Expertisemais, a rede afirma que todos os credores elegíveis com dados bancários informados foram pagos. O passivo total do processo supera a marca de R$ 1 bilhão.
O argumento para a saída
A estratégia do Dia foca no fato de que os débitos remanescentes possuem vencimentos distantes — entre outubro de 2026 e novembro de 2027. Para a varejista, a continuidade do processo de recuperação judicial gera um estigma que dificulta negociações comerciais e financeiras, limitando a capacidade de expansão e a eficiência operacional junto a fornecedores.
Desafios operacionais e financeiros
Apesar do otimismo jurídico, o dia a dia das lojas ainda apresenta gargalos. O relatório de janeiro detalha as seguintes informações:
• Faturamento: R$ 139,6 milhões (alta de 7% ante jan/2025, mas queda de 10% contra dez/2024).
• Logística e PDV: Visitas técnicas em 13 unidades identificaram rupturas em hortifrúti, desorganização de gôndolas e falta de reposição.
• RH: A rede justifica as falhas operacionais pela alta rotatividade de funcionários, mantendo quadros incompletos nas lojas.
Baixa contábil e Governança
O grupo também oficializou uma baixa contábil de R$ 166,6 milhões referente a um CDB no LetsBank (conglomerado Banco Master), que entrou em liquidação. Segundo o Dia, o prejuízo já foi absorvido e não compromete o fluxo de caixa, que seria "suficiente para o adimplemento das obrigações".
No front da gestão, a varejista trabalha na criação de um comitê de governança corporativa para otimizar a sustentabilidade financeira, o controle de alavancagem e a adequação do mix de produtos conforme o perfil regional de cada loja.
O que acontece agora?
O juiz responsável solicitou a manifestação dos credores e do Ministério Público antes de decidir se a empresa pode, de fato, seguir sua trajetória fora da proteção judicial.
Fonte: Folha de São Paulo
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